Mendoza é a capital e a maior cidade da província de Mendoza, na Argentina. Localiza-se no oeste do país, nas bordas dos Andes, e é um importante pólo de produção de vinho e azeite.
A base da cidade atual surgiu de um ordenamento realizado em 1863 pelo agrimensor francês Ballofet e que inclui a disposição estratégica de várias praças. A atividade econômica está fortemente vinculada à indústria de elaboração de vinhos, alimentos, e outras bebidas e, também, com o refinamento de petróleo. Além disso, o setor de turismo vem se destacando bastante.
Segundo o censo de 2001, a cidade conta com aproximadamente 110.993 habitantes, o que representa um decréscimo de quase 9% em relação aos 121.620 habitantes do censo de 1991. Este estancamento é produto da inexistência de lugares que permitam o crescimento da população, ao que se soma uma tendência geral da população a abandonar o centro, o qual é ocupado por oficinas e comércios.
A Grande Mendoza, por sua vez, é quase 8 vezes maior e apresentou um crescimento populacional de 10%. A cidade de Mendoza é a quarta cidade da Argentina em quantidade de habitantes no conjunto urbano. Ela é também o centro administrativo, comercial e cultural do município, recebendo mais de 700.000 pessoas diariamente, todas vindas de cidades próximas que compões a província de Mendonza.
Além de ser famosa por seu ótimos vinhos Malbec, na qual podem ser degustados na Rota do Vinho, um circuito por diversas vinícolas da região, a cidade serve como ponto de base para esportistas aventureiros, que escalam montanhas andinas como o Aconcagua, e praticam rafting no Rio Mendoza, reconhecido mundialmente e que possui trechos de grande dificuldade, podendo variar de classe 3 a 5.
fonte: wikipedia
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HISTÓRIA E CULTURA
Entre os rios Diamante e Barrancas se encontravam os puelches, um povo que basicamente eram coletores de algarrobo e também caçadores. Estavam aparentados com os pehuenches, que se estendiam mais ao sul, mas a través dos "pasos cordilleranos" mantinham estreitas relações com os araucanos trasandinos, cuja língua acabaram adotando.
As extensas lagunas de Guanacache, ricas em pescados, foram a região dos laguneros, hábeis construtores de embarcações de madeira, semelhantes a as que se vêem hoje no lago Titicaca.
Os primeiros espanhóis que entraram no território atual de Mendoza, comandados por Francisco de Villagra, vieram do Perú pela Rota de Tucumán, em 1551. Com o objetivo de se juntar ao exercito de Pedro de Valdivia no Chile, estes desbravadores ao se depararem com os "pasos cordilleranos" fechados pela neve, se viram impedidos de progredir com a expedição, então acamparam em Huentota, com 185 homens e 500 cavalos.
Ali Francisco Villagra e seus homens conhecerem e criaram uma boa relação com o povo huarpe e reconheceram o território até o rio Diamante, após isto Villagra, mandou informar Valdivia da boa vontade e aceitação do dos índios huarpes, para que com isso começasse a conceder suprimentos e tecnologias da época para o lado da cordilheira dos Andes, atual lado argentino.
Porém o primeiro ascentamento populacional hispânico demorou até 1561 para ser formado, quando o capitão Pedro del Castillo, acompanhado por García Hurtado de Mendoza e Manrique, fundou em terra dos indios Huarpes a cidade que, com o tempo, passou a ser a capital da província de Mendoza.
A cidade estava localizada no valle de Huentala, foi batizada com o nome de Mendoza Nuevo Valle de Rioja. Tempo depois, Juan Jufré, político que respondia aos interesses de Villagra, transferiu a cidade para o sudoeste e extinguiu 39 das 20 zona que pertenciam a primitiva cidade.
O território, como o resto de Cuyo, ficou dentro da jurisdição da Capitania Geral do Chile.<;p>
Em 1776, quando se criou o Virreinato del Río de la Plata, Cuyo passou a formar parte de nova estrutura política, e a cordilheira andina, que até este momento havia sido um obstáculo natural, adquiriu o caráter de fronteira política.
Em 5 de agosto de 1783, a instancias del virrey Vértiz, Cuyo, incluindo Mendoza, se integraram a Intendência de Córdoba del Tucumán, com sede em Córdoba.
Mendoza constituiu-se como província no ano 1820, quando decidiu conjuntamente com San Juan e San Luis dividir a jurisdição em três províncias diferentes e deixar de pertencer a província de Cuyo.
Houve um fato que marcou a história de Mendoza, dia 20 de março de 1861 houve um grande terremoto que destruiu boa parte da cidade e fatalmente diminuiu sua população em torno de 40%. Depois deste incidente, várias medidas preventivas foram tomadas, e a cidade foi reurbanizada de maneira a aumentar a segurança de seus habitantes.
A cidade e as regiões foram evoluindo com o passar do tempo, com a construção de linhas férrea o transporte evolui e a vinda de imigrantes italianos e espanhóis começaram, através da construção de fazendas para a produção de vinhos, que iniciaram a marcar a principal característica da região de Mendoza, os vinhos.
Uma das características da história é que a cidade é uma das poucas colônias que conservou relações amistosas com os povos de origem, que habitavam a região antes da fundação. Na segunda metade do século XIX, Charles Darwin visitou a região e em suas escritas e diários de viagem se podem encontrar referências dos aspectos culturais, geológicos e biológicos (flora e fauna) da cidade na época.
A religião oficial é a Católica Apostólica Romana, representada por uma importantes quantidade de igrejas, sendo a de maior importância a "Catedral de Loreto", localizada na interseção das ruas Lavalle e Federico Moreno, no coração da Cidade, embora rege uma completa liberdade de cultos.
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CLIMA
Mendoza possui um clima árido e continental, as temperaturas apresentam uma grande oscilação anual e as precipitações são escassas. O verão é quente e úmido, com temperatura média girando em torno de 25°C, e é a época mais chuvosa do ano. O inverno é frio e seco, com temperatura média abaixo dos 10°C, geadas noturnas ocasionais e escassas precipitações. A ocorrência de neve e chuva com neve não são raras e ocorrem, geralmente, uma ou duas vezes por ano, embora com pouca intensidade nas zonas mais baixas da cidade.
GEOGRAFIA
A região em que a cidade está situada é semi-desértica, sendo que a água só é encontrada nos oasis, onde os rios que descem dos cumes dos Andes derramam suas turbulentas correntes de água. Dentro das principais cidades foram construídos drenadores, encarregados de regar as árvores nas calçadas das ruas.
A superfície provincial é de 150.839 km2, com uma zona de montanha que compreende, em uma faixa de norte a sul, 33% do território da província.
Altitude: 824 msnm
Densidade demográfica: 2.055,43 hab./km²
Variacão intercensal: - 8,74%
GASTRONOMIA
Sua gastronomia, em maior parte baseada na culinária argentina, tem raras exceções nas compotas de frutas e leguminosas de fabricação caseira, parte da tradição mendocina do plantar - colher - produzir e consumir (ou, no caso, vender). A "parrillada" é típico para turistas e, em caso de maior intimidade, não pode se deixar de provar as empanadas mendocinas, que raramente são vendidas nas ruas.
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ATRAÇÕES TURÍSTICAS
Os principais pontos turísticos da cidade de Mendoza são:
- Museo del Área Fundacional;
- Plaza Independencia (Museo Municipal de Arte Moderno);
- Plaza España;
- Plaza San Martín;
- Plaza Italia;
- Plaza Chile;
- Paseo de Artesanos;
- Cementerio de la Ciudad;
- Parque General San Martín;
- Cerro de la Gloria;
- Zoológico;
- Parque Centra;
- Peatonal Sarmiento;
- Terraza Jardín Mirador (Edificio Municipal;
- Calle Arístides Villanueva;
- Paseo Alameda, entre outros.
Próximo a Mendoza, há outras várias opçãoes de paseios, em 50km você pode fazer raffting no Rio Mendoza, ou a 175 km pode ir esquiar em Los Penitentes, enfim diversos atrativos turisticos aguardam o turista que vai a Mendoza.
ESQUI NOS CENTROS DE ESPORTES DE INVERNO MAIS SETENTRIONAIS DO PAIS
No centro do Valle de las Leñas fica a estação de inverno do mesmo nome, tem 40 pistas de esqui com uma longitude total de mais de 63 km. e uma pista para praticar esqui de fundo de 25 km. A base da estação sitúa-se a 2.256 m e sua cota mais alta a 3.430 m. A neve, da melhor qualidade, apresenta-se em pó, seca e compacta.
Outros paraísos do esqui são Valles del Plata e Los Penitentes.
TURISMO DE AVENTURA
Asa delta nos montes. Canoagem e windsurf nas represas e lagoas. Rafting nos Rios Mendoza, Diamante e Atuel.
PESCA
Os rios, riachos, represas e lagoas da região são muito aptos para a pesca de salmonídeos e peixes-rei.
VINÍCOLAS
Vá visitar algumas das famosas adegas de Mendoza e assistir a Festa Nacional da Vindima que se celebra a finais de fevereiro e primeiros dias de março. Fontes termais em Cacheuta e Los Molles.
Você poderá passear pelos parques e praças que embelezam a cidade ou conhecer museus e visitar as diversas feiras artesanais espalhadas por Mendoza. Com certeza você irá poder aproveitar do melhor que a cidade têm a oferecer, prepare as malas!
Nas nossas dicas você pode encontrar varias outras opções para se divertir, comer e degustar de bons vinhos argentinos.
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CURIOSIDADES
O centro da cidade possui uma excelente arborização, com muitas árvores, regadas por canais pequenos que funcionam junto a muitas ruas, proporcionando a irrigação necessária. A cidade se concentra ao redor da Plaza Independencia, com uma rua só de pedrestes, Sarmiento. Outras ruas importantes, que atravessam de forma transversal a Sarmiento, são a 9 de julio e a Av. San Martín, que é a principal. Paralelas a Sarmiento correm as ruas Aristides Villanueva e Las Heras.
Existem muitos cybercafés e armazéns ao ar livre em Mendoza. Alguns lugares contam com tecnologia inalâmbrica (redes wifi ou sem fio). No ano de 2005 foi eleita a cidade mais digital da América Latina no VI Encontro Ibero-americano de Cidades Digitais, devido à quantidade de serviços por internet que se oferecem a seus cidadãos.
TRANSPORTES
O Serviço Público de Transporte Urbano, na Gran Mendoza (Grande Mendoza) é atendido principalmente por um meio de locomoção ágil, os ônibus bi-articulados (ou Trolebuses, em espanhol). São 55 unidades, o maior número de toda Argentina.
Existe uma linha exclusiva de carros elétricos (Tranvía, em espanhol, bonde em português do Brasil) para passeios turísticos com paradas estratégicas por toda a cidade.
TREM HISTÓRICO
A cidade de Mendoza e Los Andes são parte importante do chamado Corredor Bioceânico. Desde 1910, parte de Los Andes, com direção a Mendoza, o Trem Transandino, obra dos ingleses Juan e Mateo Clark, que transportava passageiros e carga desde 5 de abril de 1910, data de sua inauguração. Desde o fim dos anos 70 deixou de transportar passageiros, e finalizou completamente suas operações. Em 2006, inicio-se um projeto de reinauguração deste histórico trem movido a carvão.
A produção mendocina se apóia na agroindústria, a vitivinicultura, a metal mecânica, minérios, a indústria mobiliária e serviços.
Sendo que, 60 % das exportações correspondem a manufaturas de origem agropecuária, manufaturas industriais e produtos primários, enquanto 40% restante são exportações de petróleo e derivados.Mendoza é a principal província argentina exportadora de produtos vitivinícolos.
Tem 70% dos vinhedos de todo o país e quase 70% da produção de vinhos, com cerca de 1.200 adegas. Além disso, é a maior produtora na Argentina de suco de uva concentrado e destaca na elaboração e venda ao exterior de azeite de oliveira virgem e refinado.
SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO AO TURISTA
Posto I: 9 de Julio 500. (Municipalidad de la Ciudad de Mendoza, Piso 7).
De segunda a sexta das 8 a 13:30.
Tel. (0261) 449-5185/86.
Posto II: Garibaldi y San Martín.
Todos os dias das 9 a 21.
Tel. (0261) 420-1333.
Posto II: Av. Las Heras y Mitre.
De segunda a sábado das 9 a 13.30 y de 15 a 19. Sábado de 9 a 13.30.
Tel. (0261) 429-6298
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