Abaixo as dicas de quem já foi e tem muito a ensinar:
FORA DE PISTAS
Vamos dar somente o nome dos fora de pistas... Depois venham falar conosco, que falaremos como chegar em cada uma delas. NÃO vá sem a orientação de alguém que já foi lá antes!
PARAÍSO
CENIDOR I e II
MARTE
JUPITER
Utilize SEMPRE o capacete!!!
CAPACETE
Quando for na Thor II e fazer fora de pista sempre use o casco!!!
capacete = CASCO em espanhol
SNOWBUS
Único centro de ski da América do Sul com serviço de snowbus. Com esse meio de transporte se pode alcançar pontos de neve virgem que somente seriam alcançados com muita caminhada ou até mesmo com helicóptero. Além disso é muito barato!!! O ponto de saída é na interseção da Jupiter I e II. Não esqueça do CASCO!
BALADA I
Cada noite de Las Lenãs é pretexto para um diferente tema de festa. No primeiro dia é a festa de boas vindas, e no último a de despedida. Não perca... essas são as festas mais cheias!!!
BALADA II
Roteiro da noite:
1 - 21:00 até 22:30 - CASSINO
2 - 22:30 até 02:00 - UFO POINT
3 - 02:00 até 05:00 - CORONA CLUB
Ta aí o itinerário da noite completo!!!
FORA DE PISTA - dica de expert
Sandro já disse que lá tem os melhores fora de pista... pode-se dizer que é um dos melhores fora de pista, dos mais extensos que já encontrei por este mundo, daqueles cobertos por teleférico, qual seja, sem gastos extras para ter acesso. (Guilherme Câmara)
SKIS RECOMENDADOS
Skiers : este ano tive a obrigação profissional, é claro, de provar alguns skis. Foram vários, e ótimos - as novas tecnologias fazem ser cada vez mais fácil, seguro e prazeiroso esuiar na neve.
Minha recomendação : Rossignol B2 , brancos, super-carving, 5 cm A MENOS que a altura do vivente. Soberbos na pista, no fora-de-pista, no extreme. suaves o tempo todo, e duros quando preciso - um baita ski meu !!
SERVIÇOS PARA CRIANÇAS
Aqui possui espaços especiais para crianças.
>>> BABY LEÑAS - este serviço é gratuíto. Você pode deixar seu filho de 2 meses até 1 ano de idade aos cuidados de baby sitters assesoradas por uma supervisora especializada em pedagogia.
>>> MINI LEÑAS - este é um lugar para que, crianças de 1 a 3 anos de idade, possam brincar e se divertir muito. Também é supervisionado por uma pedagoga.
>>> JARDIM DA NEVE - Este é para as crianças de 3 a 6 anos de idade. Aqui, eles apenderam os primeiros passos de ski.
>>> JUNIOR SKI ACADEMY - Uma escola especializada em ski para crianças de 6 a 14 anos de idade. Instrutores especializados acompanham seus filhos.
REPORTAGENS
Las Leñas
O melhor inverno de nossas vidas
Prática de esqui
Pode ser que o oitavo lugar entre as estações de esqui no Prêmio VT se deva à dificuldade de acesso. Las Leñas fica a 400 quilômetros de Mendoza, numa região quase desértica, praticamente isolada do restante da Argentina. Isso não impede que portenhos bem-nascidos transformem o lugar numa sucursal de Buenos Aires no inverno. Esquiadores radicais de vários países vão até lá para encarar algumas das encostas mais íngremes do mundo e o vasto terreno fora-de-pista. A maioria desembarca em vôos fretados, via Malargue. É sempre mais fácil comprar um pacote já com tudo incluído.
PARA QUEM QUER GASTAR POUCO
Os valores cobrados pelos hotéis da pequena vila na base da estação são pouco convidativos. O técnico Carlos Figueira, que dirigiu um Fusca 1985 do Rio de Janeiro até Las Leñas, preferiu ficar em Malargue, a 70 quilômetros. -Quem se hospeda lá ganha um voucher para pagar só metade do passe para as pistas- conta ele, que viajou com a família. -Muitos turistas argentinos preferem Malargue, de onde é fácil pegar um microônibus para subir até a estação. Espíritos aventureiros como Figueira podem escolher entre o Hostel Internacional (Colonia Pehuenche II, Finca 65, 47-0391; diárias de $ 20 a $ 45 por pessoa) e as Cabañas La Escondida (Cañada Colorada, 154-0421, diária a $ 80 por cabana para três pessoas). No resort, o melhor plano para contenção de despesas é fi car num aparthotel, como o Delphos (54-11/4393-8031; tarifas semanais de US$ 451 a US$ 942 por pessoa, conforme a temporada).
PARA QUEM PODE GASTAR MAIS
O Virgo Hotel e Spa (47-1100; tarifas semanais de US$ 1 112 a US$ 3 767 por pessoa, conforme a temporada; Cc: A, M, V) é disparado a melhor escolha em Las Leñas. A decoração segue o conceito de hotel-butique, com iluminação dramática e estética clean. A suíte double tem vista para a fantástica paisagem das encostas nevadas que circundam o resort. Há sauna, ducha escocesa e banho finlandês, além das clássicas piscinas térmicas e hot tubs ao ar livre. Os jantares, incluídos na diária, são servidos no belo restaurante panorâmico do hotel. Aproveite para degustar os vinhos Malbec mais badalados da Argentina, como os Catena Zapata, Kaiken e a linha Perdriel del Centenário, da bodega Norton - cada garrafa custa de 50 a 100 dólares, em média.
DE GRAÇA
A partir das 8h30 da manhã, sintonize o canal 4 de qualquer aparelho de televisão no resort para acompanhar boletins meteorológicos sobre a neve, o estado das pistas e outras informações úteis para quem esquia.
UM LUXO
Vá além do alcance dos teleféricos com um snowbus (US$ 40 por três subidas). O Snowbus é um trator adaptado que leva de 10 a 12 passageiros por vez. Eles sulcam bacias de neve virgem e fazem descidas de até 16 quilômetros com guias. Em alguns dos percursos fora-de-pista, é um snowmobile (moto de neve) que traz o esquiador de volta. Tem até taça de champanhe para comemorar.
VIDA NOTURNA
A noche em Las Leñas é de derreter qualquer geleira. O roteiro começa no Ufo Point, restaurante que após a meia-noite vira pista de dança, com house até as 3 horas da madrugada. Depois a balada continua no Corona Club, com DJs nos pick-ups até pelo menos as 5 da matina.
DICA
Às quartas, os teleféricos funcionam até mais tarde, 17h30, para fazer do restaurante texmex Santa Fé o melhor ponto de happy hour no meio da montanha. Os freqüentadores voltam às 9 horas da noite, esquiando no escuro em comboio conduzido pelo patrulheiros da estação.
Por: Cláudio Campos Edição: Rodrigo Pereira Fotos: Cláudio Campos
Matéria publicada na revista Viagem e Turismo Ed. 140 - 01/06/2007
O MELHOR DE LAS LEÑAS
Rodávamos praticamente por cima da Cordilheira dos Andes. A paisagem era um misto de deserto e montanhas nevadas, e as estradas, as piores de toda a viagem. Muitos trechos de terra e pedras. Por quilômetros e mais quilômetros, nem uma alma viva. Um ambiente inóspito, quase surreal. Nem parecia que em poucas horas estaríamos sobre nossas pranchas de snowboard, saltando cada bump (montinhos que funcionam como obstáculos) e deslizando sobre cada corrimão do novo Freestyle Park de Las Leñas.
Vínhamos de Bariloche e esse era o último trecho de uma expedição de carro que fizemos em 21 dias pelas dez maiores estações de esqui do Cone Sul. A bordo de um Explorer, Antônio Cava (41 anos, engenheiro e empresário), Rafael Dallagnol (32 anos, administrador), meu xará Fábio Koster (32 anos, empresário) e eu nos revezamos ao volante para rodar, ao todo, quase 10 mil quilômetros. Deixamos Las Leñas para o final e ficamos mais tempo lá - seis dias. Não só porque curtimos o lugar ou porque era o itinerário mais lógico. Mas porque ali rolaria o Campeonato Brasileiro de Snowboard, e eu ia participar. Qualquer um pode fazê-lo, na verdade. Inscrevi-me nas modalidades boardercross e slalom, e competiria na categoria amador.
Uns 200 quilômetros antes de Las Leñas chegar, a paisagem começou a ganhar vida de novo. Pouquíssimas casinhas apareciam ao longo de um rio que corria paralelo à estrada. Ao contrário, a vida dentro do carro sempre era intensa - chegamos a viajar 31 horas direto (entre Porto Alegre, onde moramos, e Uspalta, na Argentina). Somos grandes amigos, mas, ainda assim, uma boa trilha sonora foi imprescindível para a manutenção da nossa sintonia e do nosso bom humor dentro do Explorer. Foi muita surf music e rap nos alto-falantes - e MPB para os momentos de relax.
No fim da tarde, pegamos a estradinha que sai da cidade de Malargüe para ir a Las Leñas. A neve ia tomando conta da paisagem e, de repente, o visual ficou completamente branco, as montanhas e a estrada quase virando uma coisa só. Chegamos. Construída num platô sem vegetação, sua base é um vilarejo, tem alguns hotéis, apart-hotéis, minimercado, ruazinhas ligando cada coisa e, claro, as pistas e os lifts subindo a montanha. Mal manobramos o carro e uns amigos já vieram nos chamar, dois caras também de Porto Alegre, que conhecemos em Valle Nevado dois anos antes. Quem freqüenta estações de esqui sempre acaba se encontrando, ano a ano, por aí, e às vezes vira amigo mesmo.
Tínhamos decidido ficar em um apart-hotel, o Atenas. Apesar de Las Lenãs ter grandes e luxuosos hotéis, como o Piscis e o Escorpio, nossa praia era economizar, e os apart são as opções mais baratas. Claro que agradam a quem viaja de galera. Nos aboletamos num apê (um studio duplo) de dois andares, com dois quartos, um banheiro e uma cozinha toda equipada - ah, no prédio também havia sauna, jacuzzi e serviço de camareira. Era espaço mais que suficiente para nós quatro (cabia até a bagunça do Cava - apesar de ser o mais velho, ele era sempre o mais, digamos, agitador). Compramos comida no supermercado, para cozinhar em casa. Poupamos uma boa graninha. E a execução das receitas era sempre por minha conta. Sou um cozinheiro de mão cheia - não saía só massa, não: era filé de frango, filé de carne... Mas, às vezes, comíamos fora. O Santa Fé, por exemplo, é superastral. Fica na montanha, tem ótimo cardápio mexicano - deliciosos burritos, tacos, quesadillas - e variedade de vinhos.
No fim de tarde, o Ufo Point era nossa pedida. A galera sai das pistas e vai pra lá tomar uma caneca de cerveja antes mesmo de tirar as roupas de esqui. O lugar é como um lounge, com decoração modernosa, que, com o passar das horas, vai acelerando o beat de programação sonora. Muita gente dá uma saidinha para tomar banho e logo volta, para jantar. E, depois, continua por lá. Pelas 23h, o Ufo bomba. As mesas são afastadas e aparece uma pista de dança. A tecneira passa a gritar nas caixas de som. Por volta das 2h da madruga, todo mundo migra pro Corona Club, a danceteria bem em frente, que, balançada por dance music e tecno, tem uma noite forte que vai até as 6 horas. Ali você vê por que as noitadas de Las Leñas têm tanta fama. Ela até poderia ser hermana da nossa Campos de Jordão ou da nossa Gramado se, claro, estas fossem resorts e tivessem muita neve.
Só que fizemos esse circuito de balada só umas duas vezes, por dois motivos. Primeiro: meu xará e eu éramos fiéis às nossas namoradas da época; e o Rafa e o Cava são maridos comportados. O segundo é que, na minha opinião, o snowboard é um esporte que não combina muito com noite. Nosso negócio era mesmo curtir o surfe no gelo. Nenhuma balada supera a emoção de descer a Júpiter, uma longa pista vermelha de Las Leñas. Ela começa no topo do Cerro Los Fossiles e dali de cima o visual é show - apesar de não ter lagos como Bariloche. Para subir, pegam-se três lifts - bons, mas meio lentos: levam uns 50 minutos.
E lá estávamos, literalmente, acima das nuvens. Uma camada delas cobria o vale embaixo. Imagine só a adrenalina! Dali nos atiramos sobre as pranchas. Do lado direito, dá para usar a parede da montanha para fazer altas manobras em velocidade. Quando a Júpiter termina, você ainda pode emendar a descida na Netuno, para intermediários, e, depois, na verde Vênus. Esta tem quase 2 quilômetros de extensão - é a pista para principiantes mais longa da América do Sul. Assim, uma vez no alto do Los Fossiles, um esquiador de nível intermediário pode deslizar por 9 quilômetros seguidos. Coisa rara. Entre uma descida e outra, a gente assistia a grupos de crianças tendo aulas de esqui nas pistas verdes, embaixo. Bonito de ver, os pimpolhos com esquizinhos, superequipados.
Outra coisa alucinante em Las Leñas são os fora-de-pista. O Bajar Marte é dos mais radicais que conheço. Superíngreme, tem muitas passagens estreitas, cercadas por pedras. Sensacional. Para descer ali, e em todos os fora-de-pista de Las Leñas, é preciso assinar um termo de compromisso assumindo a responsabilidade por sair dos limites seguros e concordando em pagar entre mil e 5 mil dólares para o resgate, caso precise. E você ganha uma fitinha com número de identificação. Deslizar ali e em terrenos como o Mercurio e o Paraiso, também considerados esqui extremo, não é mole. Lá, um de nós (fui proibido de contar quem) criou uma nova manobra, digo, estilo de queda: o salto-avestruz. Como a neve destas trilhas é bem fofa, a gente arriscava mais e, nos tombos, esse (um de nós) sempre caía de cabeça no gelo.
Nessa última temporada, demos sorte. Caiu do céu a maior quantidade de neve dos últimos dez anos. E ainda conhecemos o novo Freestyle Park, cheio de obstáculos, que foi montado na região das pistas Vulcana-Minerva. Tinha também um circuito de boardercross, para saltar e fazer curvas quase deitado. Por essas e por outras, Las Leñas é uma estação de esqui maravilhosa. É completa. E fez valer ainda mais o dinheiro poupado para essa snowtrip. Gastamos quase 3 mil reais em combustível e 6 mil reais, por pessoa, em despesas com hospedagem, comida e ski pass - já tínhamos roupas e equipamentos. Isso do nosso bolso, mas, antes de começar a viagem (que foi de 16 de agosto a 5 de setembro de 2005), procuramos patrocínio.
Resolvemos estruturar em forma de projeto um sonho antigo: voar com nossos snowboards sobre as pistas das dez maiores estações de esqui da América do Sul - numa viagem de carro. Batizamos o projeto de Expedição Andes Snowboard. A idéia era que a trip também fosse bacana para quem não estivesse nela. Queríamos ajudar a informar todo mundo que tem vontade de deslizar sobre a neve (ou que já pira) - e com muitas dicas low budget. Durante o percurso, filmamos, fotografamos e anotamos tudo sobre a infra-estrutura turística e os terrenos nevados de cada estação. Pusemos o material no site que criamos na volta para divulgar a viagem, o www.snowtrip.com.br. E tudo isso foi apresentado a possíveis parceiros. Não conseguimos dinheiro, mas tivemos o apoio da operadora Point da Neve (com o itinerário e descontos nas hospedagens), da farmácia PanVel (com kit de primeiros socorros e remédios para os males de altitude), da Red Bull (com quatro caixas do energético), da Mecânica Walter (com a preparação do carro) e da seguradora Caburé (que forneceu os seguros de vida e do carro).
Além de Las Leñas, fomos a Portillo, Valle Nevado, La Parva, El Colorado, Chillán, Pucon, Chapelco, Cerro Bayo e Bariloche. Nosso sonho aconteceu. E teve um fechamento com chave de ouro: uma medalha de bronze pra mim, no boardercross. Para 2007, estamos planejando uma expedição parecida, mas pelos centros de esqui do Colorado, nos EUA. Ainda estamos em busca de patrocínio, mas já temos, faz tempo, nosso maior incentivo: loucura pelo snowboard.
Por: Fábio Loss dos Santos
Fábio Loss dos Santos é snowboarder.
Raio-X
> Só aqui tem a maior pista verde da América do Sul (a Vênus, com 2 km);
> Vá se tiver vocação notívaga e gostar de pistas radicais;
> Não vá, se odiar longas viagens. Para chegar é preciso voar até Buenos Aires, trocar de aeroporto, pegar outro vôo e mais 2h de carro;
> Altitude da base 2 240 metros;
> Quilômetro esquiáveis 230 hectares;
> Pistas 24, boas, longas e largas. As intermediárias são difíceis. Seg., qua. e sex., até as 20h, 1 400 metros de pistas ficam iluminados;
> Fora-de-pista de muita adrenalina. Mais 16 km serão abertos em 2006;
> Heli-Ski não tem;
> Sinalização boa. Difícil se perder;
> Lifts 13, bons, modernos, mas não muito velozes.
Por: Confederação Brasileira de Desportos na Neve | Fotos: Divulgação
Matéria publicada na revista Viagem e Turismo Ed. 127a - 01/05/2006
Preparação Física para esqui e snowboard
Para facilitar o entendimento de como as pessoas devem iniciar um treinamento para temporada de inverno, achamos melhor dividir em níveis de desenvolvimento físico:
1. Sedentários, ou pessoas que não realizam exercício com uma freqüência mínima de 3 vezes por semana.
2. Não atletas - pessoas que realizam exercícios físicos mais de 3 vezes por semana, com regularidade, e com mais de um ano em atividade.
3. Atletas.
Geralmente indivíduos sedentários, quando vão para uma temporada de esqui e snowboard, não ultrapassam uma semana em uma estação de esqui. A atividade física extenuante torna esse curto período de tempo , mais do que o suficiente para se sentir o desgaste físico. Isso independe se temos um iniciante ou mesmo um veterano no esporte.
Para quem se encontra sedentário, o melhor é começar o quanto antes alguma atividade. O treinamento mais indicado para este grupo de pessoas, será buscar uma melhor condição física geral de forma equilibrada e progressiva. Buscar exercícios aeróbicos (pois a maioria das estações de esqui estão em altitudes acima dos mil metros), e alguma base no treinamento de força contra resistência (musculação) sem necessidade de buscar uma especificidade.
Membros superiores, inferiores, abdominais e Flexibilidade (alongamentos) serão indispensáveis no treinamento, seja para quem vai realizar esqui, e/ou snowboard.
O quanto antes iniciar o trabalho físico, melhor. Quem sabe, com um período de 4 meses de treino, e muita dedicação não se consegue passar a outra fase de treinamento.
Para aqueles que realizam atividades físicas com boa regularidade (não-atletas), sugerimos que estes busquem trabalhos específicos em academias. Locais em que encontrarão profissionais competentes para este tipo de trabalho.
Trabalhos específicos para fortalecer grupamentos musculares que agem sobre as articulações dos tornozelos (principalmente para snowboarders), joelhos e quadris serão imprescindíveis. Como o esporte é apaixonante, e a cada descida se consegue alguma evolução, a capacidade física deste grupo de pessoas, tornam a pratica do esporte incansável, e com isso, os riscos aumentam. Pessoas acostumadas ao esporte, e treinamentos mais fortes, estão acostumadas a trabalhar próximas de seus limites físicos, e assim não percebem a necessidade de uma parada para recuperação física. Isso pode levar a pequenos acidentes normais do esporte e conseqüentemente algumas lesões. E é neste caso, juntamente com o bom senso, que o treinamento físico pode ser o diferencial. Quanto mais fortes e preparadas às estruturas físicas envolvidas, menores serão as chances de lesões.
Treinamentos aeróbios e anaeróbios serão de grande ajuda. Independente do nível de esqui apresentado, geralmente quem tem mais técnica (esqui e ou snowboard) cansa menos. Aqueles que não tem uma boa técnica, cansarão mais, pois passarão o dia fazendo mais esforço a cada descida, além da incansável aventura de cair e levantar várias vezes ao dia.
Treinamentos musculares específicos, são de grande importância. Seja para indivíduos treinados ou não. Para os treinados, é muito importante pois estes se aventuram mais, além de passar horas do dia descendo intermináveis pistas.
Trabalhos isométricos para pernas(snowboarders em geral), coxas(principalmente esquiadores); e isotônicos para glúteos e abdômen; são os mais indicados. Para aqueles que ainda não desenvolveram uma boa técnica, é importante trabalhar a força muscular dinâmica. Além é claro da necessidade de se trabalhar bastante a flexibilidade.
É importante que se entenda, que seria leviano e irresponsável se colocar uma serie de exercícios físicos aqui, para que através deles se façam o treinamento. Cada individuo tem suas particularidades físicas, e existem profissionais de educação física, que como nós, já realizaram treinamentos para esquiadores e snowboarders, podendo assim realizar um trabalho adequado para que se chegue a uma boa condição física para prática do esporte.
O terceiro grupo, os atletas, serão sempre levados a um tipo de treinamento mais específico ainda. Além do treinamento físico utilizado nas academias, estes ainda terão alguns trabalhos específicos. Dependendo do esporte praticado, se tem a necessidade de atividades diferenciadas. Camas elásticas, circuitos indoor, trabalhos acrobáticos em solo, entre outras adaptações serão interessantes.
Mas isso é uma outra matéria a ser explorada.
Marcos Schultz Gonçalves (cref-6134) e Flavio Cassilatti (000725) trabalham com preparação física para temporadas de inverno.
Telefones de contato:
(21) 8133-2940 / (21) 7832-5988
Por: Marcos Schultz Gonçalves e Flavio Cassilatti
Las Leñas - Onde os experts se encontram
Neve em pó, pistas radicais e baladas atraem esquiadores de alto nível para Las Leñas, no norte da Argentina
Diferente em tudo da rival Bariloche, no sul, que nasceu como um pequeno povoado e foi se desenvolvendo até tornar-se uma cidade com múltiplas atrações, Las Leñas surgiu praticamente de uma vez só. A estação foi erguida, em 1983, pelo empresário Ernesto Lownstein, aos pés da Cordilheira dos Andes, exclusivamente como um resort para esportistas - e pouco mudou até hoje. Las Leñas quase não tem bosques - um clássico de Bariloche. Sua paisagem é formada por rochas cobertas de neve, o que lhe dá um clima mais árido, com cenários que por vezes lembram a lua.
Enquanto Bariloche atrai milhares de visitantes loucos para ver neve pela primeira vez e desfrutar de outros passeios, Las Leñas só é aconselhável para quem já foi picado pelo bichinho do esqui ou do snowboard. Um local para iniciados. Aqui, as atrações se concentram no resort. Mas não são poucas, ao menos para quem curte deslizar montanha abaixo.
Esquiadores e snowboarders mais experientes deliram na temida pista Marte, uma preta de responsabilidade, e também nos circuitos fora-de- pista, que podem ser alcançados de helicóptero ou de snow-bus, um trator adaptado que leva de dez a 12 pessoas para circuitos de neve virgem. O Terrain Park, uma área de 1 500 metros com travessias de alta dificuldade encanta quem já sabe saltar e percorrer corrimões e varandas. Embora a maioria das pistas se destine a esquiadores experientes, há espaço, ainda que reduzido, para os iniciantes. Bons instrutores orientam quem ainda engatinha no esporte na pista Vênus - a maior verdinha da América do Sul, com 2 quilômetros para deslizar macio. Quem já aprendeu e está arriscando pistas azuis e vermelhas, também não se queixa. Nas pistas Apolo, Netuno e Vênus há bons desafios para esportistas de nível intermediário. Por grau de dificuldade, das 27 pistas do complexo, 5% são para principiantes; 30% para os de nível intermediário; e 65% para experts. O mais importante? Todas estão cobertas por neve de excelente qualidade, do tipo powder (mais fofa), excelente para quem prefere o snowboard ou esqui.
Ricardo Januzzi, de 36 anos, pratica snowboard há dez e já esteve duas vezes em Las Leñas. Para ele, Marte é a melhor pista da América do Sul. Ricardo costuma esquiar duas vezes por ano, em julho na América do Sul e, no final do ano, nos Estados Unidos. -O único problema de Las Leñas é que venta muito e as pistas mais avançadas às vezes ficam fechadas, porque é impossível usar os lifts para chegar ao topo, diz. -Em dias de vento forte, o circuito fora-de-pistas também é interditado. Aconteceu comigo nas duas vezes em que estive lá. - Como sempre em locais de temperatura extrema, a sorte precisa ajudar.
Já quem se contenta com percursos menos arrojados, costuma sair de Las Leñas satisfeito. Atender às necessidades de toda a família em uma mesma viagem foi a razão que levou o administrador de empresas Domingos Rios, de 50 anos, a voltar por duas vezes ao resort. Ele já conheceu Valle Nevado, Termas de Chillán e Bariloche, mas Las Leñas segue encabeçando sua lista de favoritas entre as estações da América do Sul. É uma estação muito bem aparelhada. O primeiro ponto positivo é o conforto de poder pegar o avião em São Paulo e descer no aeroporto de Malargue, perto de Las Leñas. -O trajeto, curto, você faz fácil de van ou microônibus, diz.
Na avaliação dele, em Las Leñas, só sofre quem não gosta de esqui. A estação fica no meio do nada. A vantagem é que, a cada temporada, novos bares, lojas e restaurantes são abertos. A agitação noturna agrada a garotada. -Tenho dois filhos e, na última vez que fomos para lá, o namorado da minha filha viajou conosco. Eles logo fizeram amigos e adoravam sair à noite para dançar ou ficar batendo papo em um dos vários barzinhos abertos até de madrugada, conta. Se de dia fervem as pistas de esqui, à noite acendem as pistas de dança. As que realmente fervem são apenas duas, as do Ufo e do Corona, mas, nesse caso, menos é mais. Como a oferta é pouca, não resta dúvida de que, nesses bares, a festa vai rolar. Enquanto a balada faz a cabeça dos jovens, para os pais, o que conta são os bons restaurantes. -Depois de um dia nas montanhas, acho uma delícia saborear uma taça de vinho argentino e um bom jantar, diz Domingos.
As acomodações confortáveis e com bom custoXbenefício também contam pontos a favor do resort. Em Las Leñas, há hotéis de várias categorias, o que acaba tornando a freqüência bem diversificada. -No meu caso, escolher um dos cinco hotéis do lugar é vantajoso, porque nos pacotes já estão incluídos o café-da-manhã e o jantar, diz Domingos. Há ainda dormitórios e apartamentos mais em conta. A possibilidade de sair do dormitório já praticamente com os esquis calçados é mais um dos ganhos. As pistas ficam bem perto das acomodações, tudo sem burocracia. Afinal, o local foi pensado para facilitar a vida de quem quer esquiar. Por isso a família de Domingos, a exemplo de tantas outras, já faz planos para voltar.
O caminho entre o aeroporto de Malargue e Las Leñas está repleto de pontos interessantes, que podem ser vistos em passeios de uma tarde ou um dia. O Valle Hermoso, a 95 quilômetros da estação tem uma lagoa linda, excelente para pesca. Em um desvio à direita da pista principal, chega-se à Laguna de la Nina Encantada, outra lagoa, de águas verde-esmeralda, com uma antiga ponte de madeira. Diz a lenda que é possível ver a sombra da jovem Elcha (a tal menina encantada, cujo nome quer dizer: Espelho na lagoa. O Pozo de las Animas, a cerca de 60 quilômetros da estação, é ideal para bater belas fotos e conhecer mais sobre o folclore local. Ali corre um rio subterrâneo e, quando parte da terra acima dele cedeu, abriu-se o poço. Recebeu esse nome porque o barulho do vento produz um ruído alto e triste, como um longo gemido. Os índios chamavam o poço de Trolope-Co (água dos mortos)ou água das almas que gritam. Diz a lenda que o lamento não é produzido pelo vento, mas pelas almas que ainda penam pelo vale. Para quem tiver alguns dias, Mendoza, a 440 quilômetros, tem várias vinícolas que abrem as portas para degustação. Só não vá guiando...
Por: Noely Russo - Revista Viagem e Turismo
América do Sul para todos os estilos
Para quem nunca foi para uma estação de esqui, fica a dúvida: aonde ir? Nós damos o caminho para você encontrar seu lugar na temporada de neve da América do Sul.
PARA INICIANTES - CHAPELCO (AR) E EL COLORADO (CH)
Você põe os esquis nos pés, feliz da vida. Todo orgulhoso, consegue sentar-se na cadeirinha que vai levá-lo até o início da pista. Aí surge o primeiro dilema: Como diabos eu vou descer deste troço?! Resposta: esquiando. Esse será seu primeiro tombo numa pista oficial. Para quem nunca se deslocou na neve, é importante escolher uma estação que tenha boas pistas para iniciantes. Para aprender, o melhor é que elas sejam suficientemente longas para que se perca menos tempo no transporte.
A estação de Chapelco, na Argentina, é ótima para dar os primeiros vexames: tem uma base grande, formando uma excelente área de frenagem (o problema do esqui não é andar, é parar), sua escola possui instrutores que até se esforçam para falar português (ou portunhol, idioma muito popular na região), e conta com uma longa pista – que, no verão, transforma-se numa pequena estrada rodoviária. Essa pista é excelente para aprendizes. Chama-se Camino, e, para se chegar nela, não se sobe em cadeirinhas, mas em confortáveis “bolhas”, das quais se desce caminhando. O esqui é colocado em seguida. Além disso, a vista é fantástica, com um lindo bosque de lengas – árvore típica da região, de tronco largo e galhos delicadamente retorcidos que suportam temperaturas baixas.
Em El Colorado, vizinha a Valle Nevado, no Chile, as pistas também são compridas e têm inclinações legais para principiantes. Procure as pistas Pingüino (onde o transporte é em cadeirinhas) e Zorro, onde o transporte é desconfortável e difícil nos primeiros momentos. Há instrutores circulando – mas eles não custam pouco. Considere também se a altitude pode ser um problema: o ponto mais alto da estação fica a 3 333 metros.
PARA INTERMEDIÁRIOS - TERMAS DE CHILLÁN E LA PARVA (CH)
Se você já esquiou algumas vezes e sabe descer com os esquis -em paralelo- (e não “em V”, postura de quem está começando), pode arriscar em pistas mais difíceis. Nesse nível, todas as estações servem bem. O que pode fazer diferença é o comprimento das pistas e o tipo de neve. Em Termas de Chillán, está localizada a pista mais extensa da América do Sul, com 12 quilômetros (a Las Tres Marias). Se você não sabe esquiar, evite-a. Caminhar na neve com aquela bota dura, levando os esquis, é muito desagradável, ainda que haja um espetacular bosque para servir de cenário.
Outra vizinha do Valle Nevado, La Parva também conta com pistas excelentes para quem já sabe descer a montanha. Este ano, a área “esquiável” aumentou em 25%. As pistas são bastante inclinadas e a estação não é muito concorrida. Muitos dos chilenos que freqüentam o lugar são proprietários de imóveis na área, o que lhe confere um clima familiar. Essa é uma fase em que as aulas são uma boa. Com mais técnica, pode-se evoluir no esporte. Não é impossível aprender sozinho, mas há detalhes que só um professor poderá lhe ensinar.
PARA INICIADOS - LAS LEÑAS (AR), VALLE NEVADO E PORTILLO (CH)
As estações de Las Leñas, Valle Nevado e Portillo são as mais procuradas por quem sabe esquiar bem. Como a maioria dos freqüentadores já ultrapassou o período dos primeiros passos, não se tromba com pedestres nas pistas. Las Leñas oferece um enorme cardápio de pistas complicadas, num vale dedicado aos esportes de neve. Aliás, neve de excelente qualidade, a chamada “neve em pó”, que permite ao esquiador experiente ter velocidade e controle. Praticamente a cada temporada, ela ganha novas atrações, modernizando-se. Não muito longe dali, no Chile, Valle Nevado é sempre uma grata surpresa. Suas pistas são altas (o ponto mais baixo está acima de 2 800 metros), a neve é “em pó” e seus equipamentos são modernos. Entre os iniciados, há sempre aquele grupo que gosta de radicalizar e sair das pistas. Para esses, a pedida é a estação de Portillo, tida como o paraíso dos experts. Portillo fica na estrada que liga Santiago do Chile a Mendoza, na Argentina. Surgiu nos tempos em que se construía uma ferrovia que ligaria os dois países, no começo do século passado. Na época, sem meios de elevação, os engenheiros que trabalhavam na construção já esquiavam no local. Hoje, Portillo é um importante centro. Pequeno, não costuma ficar cheio e seu ambiente é acolhedor. Ali também se reportam as noites mais frias: os termômetros chegam a marcar temperaturas inferiores a 20ºC negativos.
PARA SNOWBOARDERS - PUCÓN, LAS LEÑAS (AR) E VALLE NEVADO (CH)
Algumas estações estão mais bem preparadas para receber o pessoal que gosta de snowboard – e que acaba divertindo também quem vai apenas assistir ao espetáculo. A estação de Pucon, nas encostas de um vulcão ativo, é um dos centros preferidos pelo povo das pranchonas, com sua excelente estrutura para saltos e manobras ousadas. Las Leñas, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile, contam igualmente com estruturas específicas para snowboard. Se você conhece esse esporte, é bom saber que sua técnica é muito diferente da do esqui. É comum não se adaptar ao esqui e, eventualmente, encantar-se com o snowboard – e vice-versa.
PARA AVENTUREIROS - CERRO CASTOR (AR)
A estação de Cerro Castor fica próxima à cidade de Ushuaia, na Terra do Fogo, às margens do Canal de Beagle, numa das regiões mais lindas e exóticas do planeta. É a mais austral da América do Sul e funciona desde 1999, embora ainda não seja muito conhecida. Seu ponto mais alto não chega a mil metros. Pucon é cheia de passeios bastante radicais, como subidas à cratera de um vulcão ativo ou raftings. Se o esforço foi muito grande, você tem à disposição as termas naturais.
PARA IR EM FAMÍLIA - BARILOCHE (AR)
Há tantas coisas para se fazer em Bariloche, tantos lugares para se visitar, tantos ótimos restaurantes, tantas lojas e circuitos de off-road... que esquiar é, na verdade, apenas um programa a mais. Do Lago Nahuel Huapi aos tours de jipe, há muito o que fazer. As crianças vão se divertir. Uma sugestão é deixar os animadinhos irem à montanha enquanto os menores, ou aqueles que não gostam de muita ação, fazem passeios de barco. A estação de esqui de Bariloche, o Cerro Catedral, é um centro turístico completíssimo. Para esquiar realmente, é melhor não ficar próximo dos locais em que as pessoas estão passeando.
Um bom ponto de encontro das duas tribos – os que querem esquiar e os que não se importam com isso – é o Refúgio Catedral, pequeno restaurante no meio da montanha. Não é impossível que você desista de esquiar depois de perceber quanto deixará de fazer enquanto desce e sobe o morro. Nesse caso, faça seus passeios tranqüilo e, no ano que vem, escolha um lugar para esquiar – que pode ser Bariloche, por supuesto.
Agora, se a idéia são os pais esquiarem longe das crianças, a maioria das estações tem um serviço de guarda de crianças que cuida da molecada enquanto papai e mamãe riscam a neve.
PARA RELAXAR - TERMAS DE CHILLÁN (CH) E CHAPELCO (AR)
As Termas de Chillán unem o melhor dos dois mundos. Além de ser uma pequena vila de montanha, com um clima sempre agradável e ótima infra para esquiadores, tem um centro de águas termais para relaxar e mandar o estresse de volta para o Brasil. Até quando chove, poucas coisas são mais relaxantes que assistir às gotas caírem lá fora, da janela de um delicioso restaurante. Chapelco, mais especificamente a cidade que lhe serve de base, San Martin de Los Andes, é outra excelente paragem para se descansar. Há boas lojas, bons restaurantes, um lindo lago... Se o dia estiver bonito, não deixe de encarar os passeios clássicos, como a visita ao Lago Huechulafquen, na base do Vulcão Lanin.
PARA CAIR NA BALADA - PUCÓN (CH) E BARILOCHE (AR)
Quem tem pique para esquiar o dia inteiro e depois ainda cair na balada deve rumar para Bariloche ou Pucon. A primeira é cheia de lugares descolados e tem agito o ano inteiro, mas é no inverno que as discotecas e festas atingem o pico. Há bons endereços para dançar, um cassino, centenas de bares e restaurantes. Apesar de pequena, Pucon tem vários pubs, discotecas e um luxuoso cassino. Com público mais reduzido que Bariloche, é ponto de encontro de esquiadores e snowboarders jovens. Ali é possível esquiar de manhã, fazer um rafting à tarde ou passar o dia escalando o vulcão – e ainda dançar até o amanhecer.
SEM PACOTE - ALGUNS TOQUES PARA QUEM VAI POR CONTA PRÓPRIA
» Se você pretende escapar aos pacotes, hospede-se em Santiago do Chile. As estações de El Colorado-Farellones, La Parva e Valle Nevado estão a distâncias entre 40 e 60 km. É possível sair pela manhã de Santiago, passar o dia na estação e à tarde estar de volta. Não é recomendável alugar um carro. Dirigir com neve e gelo é bastante perigoso. Eventualmente, são interditadas as estradas. Um pouco mais longe fica Portillo, a 150 km da capital chilena por boa estrada. Seguindo essa rota, cruzando-se a fronteira com a Argentina, há outra pequena estação, chamada Los Penitentes, ideal para espíritos mais aventureiros.
» Próximas a Santiago há duas estações pequenas, com pouca estrutura: Lagunillas, no Cajón Del Maipo, e Chapa Verde (a 145 km de Santiago). Lagunillas é a menor estação chilena. Pertence ao Club Andino. Até há algum tempo, não contava sequer com serviços de transporte. Este ano, uma perua leva os esquiadores desde Santiago. Já para chegar a Chapa Verde, o caminho é um pouco mais complicado. Ela fica na área de uma das maiores minas de cobre do mundo e é propriedade da Codelco (Corporación Nacional del Cobre). É preciso ir até o shopping Hiperindependencia, em Rancágua (av. Miguel Ramírez, 665), e de lá tomar um ônibus, que sai a partir das 8h, nos fins de semana, e das 9h, de segunda a sexta.
» Bariloche e Chapelco ficam a um dia de passeio uma da outra. São 265 quilômetros de um trajeto espetacular. Além disso, na região há duas outras estações que, dependendo do estado da estrada, dá para se visitar: Cerro Bayo e La Hoya. A primeira fica em Villa Angostura, na beira do mesmo lago onde está Bariloche (Nahuel Huapi), localizada a 80 km dali. La Hoya, por sua vez, é um pouco mais distante, ao sul, na província de Chubut. Está a 310 km de San Carlos de Bariloche e vale cada minuto de uma tarde passada ali. * Se for esquiar em Chapelco, uma boa pedida é se hospedar em uma das dezenas de cabanas disponíveis em San Martin de los Andes (a 19 km da estação): elas abrigam até oito pessoas, a preços bem menores que os dos hotéis.
Por: Anna Renata Angotti e Sérgio Aratangy
As 7 estações que agitam o inverno na América do Sul.
Valle Nevado, Chile
De dia, pistas para todos. De noite, o maior agito
Junto dos centros de esqui de La Parva e El Colorado, Valle Nevado forma a maior superfície esquiável da América do Sul - a de Los Tres Valles de los Andes. São 107 quilômetros de pistas cobertas, quase sempre, de uma neve perfeita. Do iniciante ao esquiador técnico, há pistas para todos, ainda que as mais difíceis se contem nos dedos. Valle Nevado também agrada a quem gosta de esportes radicais (asa- delta, parapente, heliski - o esquiador se lança do helicóptero em movimento). E tem o prestígio de ser a capital sul-americana de snowboard. No início de setembro, por exemplo, vai sediar o Campeonato Mundial. Ele atrai jovens de todo o continente, que tomam conta do resort. Mas os adultos vão se sentir em casa, pois há muito o que fazer no chamado après-ski: restaurantes de cardápio italiano e francês, bares descolados e discotecas lotadas até de madrugada. Durante o dia, porém, o esportista de carteirinha vai até La Parva e El Colorado, esquiando pelas encostas andinas, um roteiro da mais pura adrenalina.
É verdade que os hotéis de Valle Nevado necessitam uma reforma, mas isso não deve afugentar nem mesmo o viajante que vem para cá com outra intenção que não a de esquiar.
Onde Fica: distante 60 km de Santiago; está a 3 025 m de altitude (da base).
Neve e Pistas: eram nove teleféricos - acaba de ser inaugurado mais um. Quanto à neve, é sempre boa.
Hotéis: grande oferta de quartos; porém, falta um quê de moderno.
Restaurantes: na temporada passada, deixaram a desejar. A expectativa é de melhora para 2001.
Lazer: a noite é a melhor do Chile andino. A garotada adora.
Las Leñas, Argentina
Quase uma cidade, com esqui e desfile de moda
Enquanto centro de esportes de inverno, é um dos maiores do continente. A diferença, em relação a outros resorts, é que aqui você se sente em uma pequena cidade - tem até shopping center. Las Leñas deixa o esquiador contente: são quarenta pistas, de vários níveis de dificuldade - uma delas é iluminada à noite. A estação nasceu num platô entre montanhas, sem vegetação; quando venta, a sensação de frio é intensa. Mas isso não atrapalha o desfile de moda de quem está de férias por aqui - a elite, sem dúvida. Se for a Las Leñas, cuide bem do visual.
Onde Fica: distante 1180 km de Buenos Aires. Está a uma altitude de 2 200 m (da base).
Neve e Pistas: boa neve, pistas variadas, mas de risco calculado. Recomendadas para snowboarders.
Hotéis: boa variedade; até o viajante de orçamento mais econômico vai ficar satisfeito.
Restaurantes: há boa oferta, mas o cardápio podia ser mais refinado.
Lazer: há sempre o que fazer, dentro ou fora do resort.
Portillo, Chile
Um clube - só de iniciados
Foi no início do século 20 que o esqui começou a ser praticado no Chile - em Portillo. Há um único hotel e ele funciona como um clube para quem domina o esporte. Craques europeus e americanos são atraídos pelas pistas com as inclinações mais vertiginosas da América do Sul. A localização do resort, em um estreito vale entre montanhas, mais a altitude garantem a neve de qualidade excepcional. Moral da história: só vai a Portillo, quem tem o hábito de dormir cedo, para poder esquiar de manhã.
Acesso: distante 149 km de Santiago; está a uma altitude de 2 890 m (da base).
Neve e Pistas: as mais ousadas dos Andes. Atraem como ímã quem adora o esporte; a neve é irrepreensível.
Hotéis: só tem um; e ele não se renova há uma eternidade.
Restaurantes: também poderiam ser alvo de uma mudança radical.
Lazer: exceto esquiar, pouco sobra para fazer.
Termas de Chillán, Chile
Único resort de montanha com spa termal
A rigor, Chillán tem dois hotéis: o Gran Hotel, de cinco estrelas, e o Pirigallo, de quatro. Só que o Gran Hotel, inaugurado há três anos, é o único nos Andes com spa: são três piscinas termais de arrepiar os sentidos. Esse resort também atrai exímios esquiadores pela variedade de percursos que se pode fazer sobre sua neve - de manobras radicais ao simples cross-country. Além dos hotéis, dá para ficar alojado no condomínio e freqüentar o spa. O melhor desta narrativa, ao menos para quem gosta de esquiar é que, mesmo quando não cai neve no continente, sabe-se que ela vai ser suficiente em Chillán (algo que se explica pela sua latitude). Para se ter uma idéia, em maio passado, suas pistas já estavam cobertas com mais de 1 metro! Chillán está rodeada de bosques de carvalho. No ambiente de grande beleza natural, vale a pena andar de trenó, puxado por cachorros da raça husky-malamute. O après-ski também pode ser especial, aproveitando o spa para tomar banho termal, fazer reiki, aromaterapia ou massagem.
Em comparação com as outras estações chilenas, o cotidiano de Termas de Chillán é íntimo. O que garante tranqüilidade (e segurança) para quem tem o hábito de viajar com a família.
Acesso: distante 480 km de Santiago; está a uma altitude de 1 650 m (da base).
Neve e Pistas: as duas novas pistas elevam o total para 29. A neve é ótima.
Hotéis: o fato de ter um spa torna esse resort incomparável na Cordilheira dos Andes.
Restaurantes: gastronomia à altura da hotelaria; mas vale quanto pesa - ou seja, acima da média.
Lazer: a vida noturna é fraca, mas os passeios compensam.
Chapelco, Argentina
Bom para passear e brincar de esquiador
Quem vai a Chapelco, hospeda-se em San Martín de los Andes, vila de estilo alpino, distante cerca de 15 quilômetros. Em San Martín, há um pouco de tudo (hotel cinco-estrelas, pousadas, cassino e bares), mas o ambiente é tranqüilo - perfeito, portanto, para a família. Quem ensaia os primeiros passos sobre esquis, também se sente em casa em Chapelco. As pistas são fáceis e margeiam os bosques de carvalho, com vista para o Lago Lacar.
Acesso: distante 1 956 km de Buenos Aires a uma altitude de 1 250 m (da base).
Neve e Pistas: só é bom para iniciantes e para aqueles que não se importam de andar diariamente até o centro invernal.
Hotéis: a oferta é pequena, mas variada; e atrai pelos bons preços.
Restaurantes: os serviços são de nível regular, se comparados com os das outras estações do continente.
Lazer: o ambiente natural é bonito, mas falta explorá-lo como se deve.
Pucon, Chile
Lazer com ou sem neve
Tem pistas que aproveitam as encostas do Vulcão (ativo) Villarrica, o que dá ao esporte um charme único. Também são as preferidas para a prática do snowboard. Na verdade, Pucon é um centro de lazer o ano inteiro - ou seja, fica lotado até no verão. Atrai o viajante que gosta de apreciar a beleza da região em passeios a pé, a cavalo ou de carro. Quem vai até lá? Gente jovem, que sabe que vai ter a sua diversão garantida.
Acesso: distante 677 km de Santiago; está a uma altitude de 1 450 m (da base)
Neve e Pistas: mesmo na temperatura adequada, a neve é sofrível.
Hotéis: tem lugar para todos. Da oferta padrão cinco-estrelas a pousadas.
Restaurantes: a gastronomia é variada e os preços são em conta.
Lazer: dá para se divertir 24 horas por dia. Menos no centro de esportes, no qual a cafeteria acaba de ser destruída por um incêndio.
Bariloche, Argentina
Boa vida e natureza a baixa temperatura
Por todo o inverno, Bariloche vive como se fosse uma grande cidade. Tem comércio variado e restaurantes nota 10, caso dos especializados em caça. Os hotéis atraem todo tipo de viajante, incluindo o mais exigente: o Llao Llao, que acaba de ser reformado, é o endereço mais sofisticado da hotelaria andina. As ruas de Bariloche são passarela de uma gente alegre, a maioria mais interessada em conhecer o próximo (as discotecas e o cassino ficam lotados até alta madrugada) do que esquiar em Cerro Catedral. Distantes 20 quilômetros do centro de Bariloche, alguns dos hotéis do Cerro permitem a prática do ski in-out - o hóspede pode sair esquiando do próprio quarto. A estação tem 67 quilômetros de pistas e 32 meios de elevação. Atenção: quem gosta realmente de esquiar, vai em busca de outros resorts. Pois, quem escolhe Bariloche, prefere aproveitar o inverno atrás de agito e natureza. É um tipo de viajante que, por exemplo, toma chocolate quente, apreciando a beleza do Lago Nahuel Huapi.
Conhecida nos Andes como: Brasiloche, imagina-se o tamanho da caravana que se desloca todo ano nessa direção. Por isso, se quiser passar incógnito neste inverno, definitivamente exclua Bariloche do seu roteiro.
Acesso: distante 1 607 km de Buenos Aires; está a uma altitude de 900 m (da base).
Neve e Pistas: Cerro Catedral tem boa infra-estrutura; os iniciantes vão para o vizinho Cerro Otto.
Hotéis: o Llao Llao é realmente fantástico. Mas há outras opções de alojamento de alto nível.
Restaurantes: come-se muito bem, mas gasta-se por isso.
Lazer: a cidade é dedicada à diversão; não falta o que fazer.
www.conquistaturismo.com.br
Loucos por snowboard
O melhor de Las Leñas, na versão de quatro gaúchos que viajaram 10 mil quilômetros de carro para deslizar sobre suas pistas
Rodávamos praticamente por cima da Cordilheira dos Andes. A paisagem era um misto de deserto e montanhas nevadas, e as estradas, as piores de toda a viagem. Muitos trechos de terra e pedras. Por quilômetros e mais quilômetros, nem uma alma viva. Um ambiente inóspito, quase surreal. Nem parecia que em poucas horas estaríamos sobre nossas pranchas de snowboard, saltando cada bump (montinhos que funcionam como obstáculos) e deslizando sobre cada corrimão do novo Freestyle Park de Las Leñas./
Vínhamos de Bariloche e esse era o último trecho de uma expedição de carro que fizemos em 21 dias pelas dez maiores estações de esqui do Cone Sul. A bordo de um Explorer, Antônio Cava (41 anos, engenheiro e empresário), Rafael Dallagnol (32 anos, administrador), meu xará Fábio Koster (32 anos, empresário) e eu nos revezamos ao volante para rodar, ao todo, quase 10 mil quilômetros. Deixamos Las Leñas para o final e ficamos mais tempo lá - seis dias. Não só porque curtimos o lugar ou porque era o itinerário mais lógico. Mas porque ali rolaria o Campeonato Brasileiro de Snowboard, e eu ia participar. Qualquer um pode fazê-lo, na verdade. Inscrevi-me nas modalidades boardercross e slalom, e competiria na categoria amador.
Uns 200 quilômetros antes de Las Leñas chegar, a paisagem começou a ganhar vida de novo. Pouquíssimas casinhas apareciam ao longo de um rio que corria paralelo à estrada. Ao contrário, a vida dentro do carro sempre era intensa - chegamos a viajar 31 horas direto (entre Porto Alegre, onde moramos, e Uspalta, na Argentina). Somos grandes amigos, mas, ainda assim, uma boa trilha sonora foi imprescindível para a manutenção da nossa sintonia e do nosso bom humor dentro do Explorer. Foi muita surf music e rap nos alto-falantes - e MPB para os momentos de relax.
No fim da tarde, pegamos a estradinha que sai da cidade de Malargüe para ir a Las Leñas. A neve ia tomando conta da paisagem e, de repente, o visual ficou completamente branco, as montanhas e a estrada quase virando uma coisa só. Chegamos. Construída num platô sem vegetação, sua base é um vilarejo, tem alguns hotéis, apart-hotéis, minimercado, ruazinhas ligando cada coisa e, claro, as pistas e os lifts subindo a montanha. Mal manobramos o carro e uns amigos já vieram nos chamar, dois caras também de Porto Alegre, que conhecemos em Valle Nevado dois anos antes. Quem freqüenta estações de esqui sempre acaba se encontrando, ano a ano, por aí, e às vezes vira amigo mesmo.
Tínhamos decidido ficar em um apart-hotel, o Atenas. Apesar de Las Lenãs ter grandes e luxuosos hotéis, como o Piscis e o Escorpio, nossa praia era economizar, e os apart são as opções mais baratas. Claro que agradam a quem viaja de galera. Nos aboletamos num apê (um studio duplo) de dois andares, com dois quartos, um banheiro e uma cozinha toda equipada - ah, no prédio também havia sauna, jacuzzi e serviço de camareira. Era espaço mais que suficiente para nós quatro (cabia até a bagunça do Cava - apesar de ser o mais velho, ele era sempre o mais, digamos, "agitador"). Compramos comida no supermercado, para cozinhar em casa. Poupamos uma boa graninha. E a execução das receitas era sempre por minha conta. Sou um cozinheiro de mão cheia - não saía só massa, não: era filé de frango, filé de carne... Mas, às vezes, comíamos fora. O Santa Fé, por exemplo, é superastral. Fica na montanha, tem ótimo cardápio mexicano - deliciosos burritos, tacos, quesadillas - e variedade de vinhos.
No fim de tarde, o Ufo Point era nossa pedida. A galera sai das pistas e vai pra lá tomar uma caneca de cerveja antes mesmo de tirar as roupas de esqui. O lugar é como um lounge, com decoração modernosa, que, com o passar das horas, vai acelerando o beat de programação sonora. Muita gente dá uma saidinha para tomar banho e logo volta, para jantar. E, depois, continua por lá. Pelas 23h, o Ufo bomba. As mesas são afastadas e aparece uma pista de dança. A tecneira passa a gritar nas caixas de som. Por volta das 2h da madruga, todo mundo migra pro Corona Club, a danceteria bem em frente, que, balançada por dance music e tecno, tem uma noite forte que vai até as 6 horas. Ali você vê por que as noitadas de Las Leñas têm tanta fama. Ela até poderia ser hermana da nossa Campos de Jordão ou da nossa Gramado se, claro, estas fossem resorts e tivessem muita neve.
Só que fizemos esse circuito de balada só umas duas vezes, por dois motivos. Primeiro: meu xará e eu éramos fiéis às nossas namoradas da época; e o Rafa e o Cava são maridos comportados. O segundo é que, na minha opinião, o snowboard é um esporte que não combina muito com noite. Nosso negócio era mesmo curtir o surfe no gelo. Nenhuma balada supera a emoção de descer a Júpiter, uma longa pista vermelha de Las Leñas. Ela começa no topo do Cerro Los Fossiles e dali de cima o visual é show - apesar de não ter lagos como Bariloche. Para subir, pegam-se três lifts - bons, mas meio lentos: levam uns 50 minutos.
E lá estávamos, literalmente, acima das nuvens. Uma camada delas cobria o vale embaixo. Imagine só a adrenalina! Dali nos atiramos sobre as pranchas. Do lado direito, dá para usar a parede da montanha para fazer altas manobras em velocidade. Quando a Júpiter termina, você ainda pode emendar a descida na Netuno, para intermediários, e, depois, na verde Vênus. Esta tem quase 2 quilômetros de extensão - é a pista para principiantes mais longa da América do Sul. Assim, uma vez no alto do Los Fossiles, um esquiador de nível intermediário pode deslizar por 9 quilômetros seguidos. Coisa rara. Entre uma descida e outra, a gente assistia a grupos de crianças tendo aulas de esqui nas pistas verdes, embaixo. Bonito de ver, os pimpolhos com esquizinhos, superequipados.
Outra coisa alucinante em Las Leñas são os fora-de-pista. O Bajar Marte é dos mais radicais que conheço. Superíngreme, tem muitas passagens estreitas, cercadas por pedras. Sensacional. Para descer ali, e em todos os fora-de-pista de Las Leñas, é preciso assinar um termo de compromisso assumindo a responsabilidade por sair dos limites seguros e concordando em pagar entre mil e 5 mil dólares para o resgate, caso precise. E você ganha uma fitinha com número de identificação. Deslizar ali e em terrenos como o Mercurio e o Paraiso, também considerados "esqui extremo", não é mole. Lá, um de nós (fui proibido de contar quem) criou uma nova manobra, digo, estilo de queda: o salto-avestruz. Como a neve destas trilhas é bem fofa, a gente arriscava mais e, nos tombos, esse "um de nós" sempre caía de cabeça no gelo.
Nessa última temporada, demos sorte. Caiu do céu a maior quantidade de neve dos últimos dez anos. E ainda conhecemos o novo Freestyle Park, cheio de obstáculos, que foi montado na região das pistas Vulcana-Minerva. Tinha também um circuito de boardercross, para saltar e fazer curvas quase deitado. Por essas e por outras, Las Leñas é uma estação de esqui maravilhosa. É completa. E fez valer ainda mais o dinheiro poupado para essa "snowtrip". Gastamos quase 3 mil reais em combustível e 6 mil reais, por pessoa, em despesas com hospedagem, comida e ski pass - já tínhamos roupas e equipamentos. Isso do nosso bolso, mas, antes de começar a viagem (que foi de 16 de agosto a 5 de setembro de 2005), procuramos patrocínio.
Resolvemos estruturar em forma de projeto um sonho antigo: voar com nossos snowboards sobre as pistas das dez maiores estações de esqui da América do Sul - numa viagem de carro. Batizamos o projeto de Expedição Andes Snowboard. A idéia era que a trip também fosse bacana para quem não estivesse nela. Queríamos ajudar a informar todo mundo que tem vontade de deslizar sobre a neve (ou que já pira) - e com muitas dicas low budget. Durante o percurso, filmamos, fotografamos e anotamos tudo sobre a infra-estrutura turística e os terrenos nevados de cada estação. Pusemos o material no site que criamos na volta para divulgar a viagem, o www.snowtrip.com.br. E tudo isso foi apresentado a possíveis parceiros. Não conseguimos dinheiro, mas tivemos o apoio da operadora Point da Neve (com o itinerário e descontos nas hospedagens), da farmácia PanVel (com kit de primeiros socorros e remédios para os males de altitude), da Red Bull (com quatro caixas do energético), da Mecânica Walter (com a preparação do carro) e da seguradora Caburé (que forneceu os seguros de vida e do carro).
Além de Las Leñas, fomos a Portillo, Valle Nevado, La Parva, El Colorado, Chillán, Pucon, Chapelco, Cerro Bayo e Bariloche. Nosso sonho aconteceu. E teve chave de ouro nos que : uma medalha de bronze pra mim, no boardercross. Para 2007, estamos planejando uma expedição parecida, mas pelos centros de esqui do Colorado, nos EUA. Ainda estamos em busca de patrocínio, mas já temos, faz tempo, nosso maior incentivo: loucura pelo snowboard.
*Fábio Loss dos Santos é advogado, tem 31 anos, pratica surfe, wakeboard e pilota kart. Há nove anos é viciado em snowboard e não quer se curar.
Por: Fábio Loss dos Santos* | Fotos: Divulgação
Matéria publicada na revista Viagem e Turismo Ed. 127a - 01/05/2006
TERMOS USADOS EM SKI E SNOWBOARD
Après-ski - É a expressão francesa, conhecida por esquiadores do mundo todo, que designa todas as atividades realizadas após a jornada de esqui até a hora do jantar.
Bumps - São ondulações nas pistas de esqui. Podem ser notados com freqüência nas pistas mais inclinadas, onde as marcas deixadas pelos esquiadores são mais fortes. Em alguns lugares, os bumps são deixados propositalmente nas pistas.
Lift / Ski-lift - São os teleféricos que levam os esquiadores e snowboarders até o alto da montanha.
T-bar / Poma - São os meios de elevação onde os esquiadores e snowboarders são puxados para o topo da pista, com os esquis e boards deslizando no chão.
Gondolas - São os teleféricos fechados.
Chairlift - São os teleféricos abertos, normalmente com capacidade de 2 a 6 pessoas.
Trails - São as pistas ou caminhos catalogados e especialmente cuidados para a prática de esqui/snowboard. Nos mapas são publicados seus níveis de dificuldade que são identificados pelas cores. Nos Estados Unidos e Canadá as pistas são identificadas como Pretas/Black – Avançadas e Experientes; Azuis/Blue - Intermediárias e Verdes/Green - Iniciantes.
Ski in/ski out - É o tipo de hotel ou outra acomodação em que se pode chegar e sair esquiando, e que fica mais próximos das pistas.
Ski pass - Passe de acesso aos elevadores e pistas de uma estação de esqui.
Snow Update - São os boletins que informam as previsões e condições da neve e tempo na estação de esqui.
Pista Verde / Green – Pista com nível de dificuldade iniciante.
Pista Azul / Blue - Pista com nível de dificuldade itermediária.
Pista Preta / Black - Pista com nível de dificuldade avançada ou que exija experiência.
Snowmobile - Moto especial para a neve.
Snowmaking - São equipamentos especiais para a fabricação de neve artificial, suprindo assim, as regiões em que haja escassez e possibilitando uma neve constante e uniforme.
Ski Alpino - É a modalidade de ski onde os praticantes descem as montanhas, impulsionados pela força da gravidade. Pode ser praticado dentro das pistas ou fora delas (off-skiing). Existem diversas modalidades de ski alpino para competição: slalom, slalom gigante, super gigante e downhill e free style, que é feito em pistas preparadas.
Heliskiing - Prática de ski alpino fora das pistas, em áreas de difícil acesso para as quais os esquiadores são transportados de helicóptero.
Cross Country - É o ski praticado através de movimentos alternados de braços e pernas, que, se empurrando, garantem a locomoção do esquiador em pistas planas ou levemente inclinadas (pratica-se com um par de esquis e dois bastões). É diferente do Ski alpino no equipamento. O calcanhar da bota é solto, ficando o pé preso ao esqui apenas pela ponta.
Snowshoeing - É a caminhada na neve feita com sapatos especiais.
Helisurf - Prática de snowboard fora das pistas, em áreas de difícil acesso, para as quais os snowboarders são transportados de helicóptero.
Freestyle - É a prática de ski ou snowboard com manobras livres, acrobáticas.
Dog sleigh - É um trenó puxado por cães.
Horse sleigh - É um trenó puxado por cavalos.
www.snowadventures.com.br
MANOBRAS DE SNOWBOARD
Ollie - É a manobra mais básica, fundamental para executar a maioria das outras manobras.
Air to Fakie - Consiste em dar um giro de 180 graus no ar e depois seguir de switch (base trocada).
Wheelie - Aprenda a manter o equilíbrio em apenas uma das extremidades da prancha (nose ou tail).
Butter - Giros de 360 graus na neve.
50/50 - A maneira mais fácil andar em um rail ou box.
Rock-n-Roll - É quando você anda na perpendicular do rail ou box.
www.snowadventures.com.br
REPORTAGENS II
Um mergulho na neve
Até outubro, as montanhas dos países vizinhos estarão cobertas de branco. A temporada de esqui está aberta, e mesmo os iniciantes são bem-vindos.
Praia de brasileiro, em julho, é neve. As estações de esqui da Argentina e do Chile se firmaram entre os destinos mais disputados durante o inverno. Tanto que algumas das operadoras até já esgotaram suas cotas para este mês e começam a desaguar os pacotes de agosto. Tanto melhor. A neve nos vizinhos gelados só expira em outubro, na maioria das estações, e, em algumas delas, atinge seu auge em setembro. Festa garantida para esquiadores profissionais, amadores ou mesmo para quem quer arriscar os primeiros passos (e os primeiros tombos) no gelo. Se durante muitos anos as melhores estações ficaram sob a tutela dos esportistas de carteirinha, o turismo popularizou a prática e tornou o esqui acessível aos marinheiros de primeira viagem. Quem nunca teve a oportunidade de passar as férias embrulhado em roupa impermeável pode tomar o avião sem hesitar. Em todas as estações, instrutores ensinam o bê-á-bá e garantem deliciosas jornadas ladeira abaixo. Mesmo que fiquem restritas às pistas verdes, recomendadas aos iniciantes.
Em Las Leñas, a 1.212 quilômetros de Buenos Aires, na região argentina de Mendoza, 120 instrutores se revezam no comando de aulas individuais e coletivas. Duas horas de aula em grupos de 12 alunos custam 66 pesos na alta estação, o equivalente a R$ 73. Quem quiser exclusividade paga 77 pesos (R$ 85) e fica uma hora com um instrutor à disposição. -Perder o medo e descobrir o equilíbrio são as grandes obrigações dos iniciantes. Depois disso, a habilidade é conquistada na prática, promete o diretor da escola de esquis, Vito Ramonda, 36 anos. -Ministramos aulas para crianças a partir dos três anos e meio. É comum ver meninos e meninas descerem a pista Vênus, ideal para iniciantes, com chupeta na boca, diz ele. Tudo isso faz com que mesmo quem nunca esquiou se aventure sobre as tábuas. O advogado Antônio Carlos Menezes Rodrigues, 47 anos, e sua mulher, a administradora Marta, 46, deixaram a Bahia no final de junho determinados a vencer um jejum de cinco anos admirando as rampas de longe. Contrataram, por três dias seguidos, aulas particulares de uma hora em Las Leñas. -Fomos a Valle Nevado em 1999 e não esquiamos. Desde então, todo ano visitamos uma nova estação, mas nunca havíamos conseguido aproveitar a pista como nossos filhos, diz Antônio Carlos, pai de Rodrigo, 15 anos, e Renata, 12. -O principal é ter coragem. Os instrutores nos convencem de que somos capazes de ficar em pé sobre os esquis, diz Marta.
Depois de conhecer Valle Nevado, Bariloche, Termas de Chillán e Chapelco, pela primeira vez a família de Salvador se viu em uma estação onde tudo conspira para empurrar os hóspedes à pista. Apesar dos ótimos restaurantes, do cassino, do míni-shopping e da danceteria que integram a estrutura de Las Leñas, os 70 quilômetros que a separam de Malargüe, a cidade mais próxima, a tornam um parque projetado para garantir total imersão nos esportes de neve. Talvez por isso, a estação – com 40 pistas e a maior área reservada a praticantes de esqui extremo (o esqui fora de pista) da América do Sul – seja uma das preferidas pelos experts. Já a chilena Pucon, por exemplo, é ideal para aqueles que ainda não estão convencidos de que escorregar por montanhas geladas é uma delícia. Principal destino de ecoturismo e esportes de aventura do Chile, Pucon, a 870 quilômetros ao sul de Santiago, é cercada por parques nacionais, como o de Huerquehue, com excelentes trilhas e está a apenas 14 quilômetros do vulcão Villarica, ainda ativo. Isso significa que, se após os primeiros escorregões o turista desistir das pistas, não faltam opções de entretenimento. Mas, se sobrar uma réstia de coragem, Pucon reserva 30% de suas pistas a iniciantes.
Vista – A uma altitude de 1.200 metros, o centro de esqui de Pucon oferece uma vista de tirar o fôlego. As 27 pistas ficam bem no meio de bosques e picos, numa área de 850 hectares, e possuem pequenos cânions formados por lava coberta de neve e desníveis de até 700 metros. O ponto mais alto fica a 1.840 metros de altitude, de onde é possível ver os cinco lagos – com praias de areia negra, de origem vulcânica – que cercam a região. O centro de esqui tem características únicas, com pistas ideais para principiantes no bosque e para profissionais na parte alta, com descidas que formam ângulos de mais de 45 graus, explica Antonio Lobos, professor responsável pelas aulas na estação de esqui. A aula em grupo custa US$ 22 (R$ 64) por hora e a individual, US$ 36 (R$ 104). A dica é investir nas aulas de snowboard. Sede do campeonato mundial da categoria, Pucon possui as melhores rampas naturais da América do Sul para a prática dessa espécie de surfe na neve.
Escolher o melhor destino para passar as férias nunca é fácil. Cada local reserva seus segredos, seus atrativos e uma paisagem característica. Em todas as estações, os pacotes turísticos são de oito dias e sete noites. Para ajudar na árdua tarefa da escolha, ISTOÉ preparou um quadro com as mais importantes dicas, a média de preços e as principais operadoras de turismo que vendem pacotes para esses lugares. Antes de fechar negócio, certifique-se de que estejam incluídos no pacote aluguel de equipamento e passe livre aos meios de elevação nas montanhas (os chamados skilifts). Caso contrário, cheque as tarifas cobradas na estação para calcular o preço da aventura. Lembre-se de que todas as estações alugam botas, esquis, bastões e pranchas de snowboard, mas poucas disponibilizam aluguel de roupas e luvas adequadas. Aproveite o frio e não esqueça o protetor solar.
Por: Camilo Vannuchi e Laura Ancona Lopez
Las Leñas e as LX Experience
Las Leñas não é conhecido como o Reino Mágico só para o seu terreno, o novo LX Experiência e Acção Park puseram este resort no mapa como esqui da América do Sul da Disneylândia.
Las Leñas, a hallowed Sul-Americana resort famoso pela sua Marte elevador que dá acesso a alguns dos mais impressionantes terrenos em todo o mundo, está a orientar-se para a sua temporada 2007 com novas atividades de valor acrescentado o chamado: Las Leñas Experience, Ou LX. A cada semana, apresentam um ski atividade diária, incluindo: LX Natureza (safáris fotográficos, passeios, jogos e neve); LX Desporto (atividades recreativas, concursos, snowshoeing, e cachorro-mushing); LX Música (música, karaokê, e shows ao vivo); LX Gourmet & Arts (fondue fests, palestras e degustações com chefs famosos, o vinho degustações, gelo escultura, arte instalações, e teatro); LX Extreme (fora-de-pista circuitos de extrema expedições, e montanhismo); LX Kids (Kid's day, as caças ao tesouro, de uma fábrica de chocolate, mágicos, e kid's club); LX Moda (fashion shows, exposições e boutique); e LX Alternativa (indoor atividades, cassino, palestras e exposições) - apenas no caso de você chegar cansado de um esqui powder.
Situada na região central andina perto de San Rafael e Malargue, Las Leñas tem uma reputação, como um resort com um estilo bastante utilitarista-aldeia, mas este ano elas já investiu mais de US $ 3 milhões em serviços de manutenção, infra-estruturas, bem como a remodelação do Hotel Áries.
Se você é perito ou mesmo intermediário, executa colocar medo em seu coração, o resort tem fácil esqui Las Leñas, que permite novatos para aprender com sistema de forma inovadora que garante que você vai aprender no prazo de 7 dias ou o seu dinheiro de volta. Se você já tinha um esboço de noite e acordou tarde no dia, não se preocupe, pois este é o único resort de esqui na América do Sul a oferecer noite esqui. Beyond terrenos íngremes, talvez, o selvagem (e kookiest) atração de Las Leñas tem de ser a sua acção Park, uma espécie de gladiadores-on-neve parque com um bungee cúpula, e X-bike máquina onde você pode andar de moto em 360 graus de cabeça para baixo loops, e um Orbit Ball, em que você apertar-se em um globo transparente and roll estabelece um declive nevado. Mesmo se você não esquia, é impossível passar um dia chato em Las Leñas.
southamerica@mountainnews.com, OnTheSnow.com posted: 05/30/2007 Postado: 05/30/2007
LAS LENÃS - Argentina
Situada a pouco mais de mil quilômetros de Buenos Aires, a estação de esqui de Las Leñas, na província de Mendoza, conta com 40 pistas e temperaturas que, no inverno, oscilam entre -3oC a 12oC. Mesmo assim, numa altitude de 2.400 metros, Las Leñas garante excelente adaptação para aqueles que sofrem de problemas respiratórios ou cardiovasculares, e que se ressentem de alturas excessivas. Entre as modernidades implantadas recentemente na estação, Las Leñas conta com um novo sistema de fabricação de neve para as pistas baixas e implantação de um setor para a prática de tubbing-park – um jogo que permite ao público deslizar com bóias de borracha sobre a neve.
O centro de esqui possui 12 meios de elevação, com capacidade para transportar 10 mil esquiadores por hora. O esportista de primeira viagem não precisa se preocupar com os equipamentos. A exemplo de estações de esqui da Europa, Canadá e Estados Unidos, Lãs Leñas oferece um serviço especial para entreter crianças de até 3 anos. Para elas, a estação criou o Mini Leñas, um lugar onde a minipatotinha pode desenvolver atividades como deslizamento na neve, assistidas por professoras devidamente treinadas. Para o público infantil na faixa etária de 3 a 6 anos, existe o Jardim de Neve, no qual instrutores especializados ensinam os primeiros passos no esqui.
ACOMODAÇÕES NÃO FALTAM
Hotel Piscis – O local conta com serviços e acomodações comparáveis aos melhores hotéis do mundo. Os dois restaurantes e dois bares oferecem cozinha internacional e são conhecidos como os pontos gastronômicos mais disputados de Las Leñas. O lazer também é reforçado. Para quem preferir desfrutar de outras atividades além do esqui, há os serviços de spa do hotel, com massagens relaxantes, sauna e hidromassagem; além de um simulador de campo de golfe, cassino internacional e shows variados. Para as crianças, o programa El Kids Club de Piscis oferece várias atividades durante todo o dia, realizadas por monitores especializados.
Escorpio - Hotel que figura entre os melhores, o Escorpio é um paraíso encravado entre as montanhas. No restaurante La Terraza, o cliente pode degustar refeições leves da melhor qualidade, com vista para as pistas de esqui, o que faz do local um verdadeiro ponto de encontro. A proximidade das pistas torna o tempo de espera mínimo para os hóspedes. As salas de estar e o bar desse hotel também são dos lugares mais concorridos da estação.
Outras opções: os demais hotéis - Áries, Acuários e Geminis - oferecem um serviço de qualidade com um preço mais acessível. Há também vários apart-hotéis, onde o turista encontra desde apartamentos do tipo estúdio, com quatro camas distribuídas em um grande ambiente, até duplex de três dormitórios. Estes apartamentos estão prontos para atender grupos grandes ou famílias, já que reúnem em suas dependências sete camas e dois banheiros.
gowheresp.terra.com.br
No topo dos Andes
As estações de esqui garantem muita diversão até mesmo para principiantes
Em Las Leñas, na Argentina, a sensação térmica de 20ºC agrada aos brasileiros.
Passar o dia fazendo bonito nas pistas de esqui, se ensopando numa guerrinha de neve ou apenas escorregando numa prancha em pequenas elevações, não importa. As estações de esqui são garantia de boa diversão no inverno. É só não se preocupar em manter a pose. O salto alto deve ficar na cidade. Os sapatos lustrados darão lugar a botas de quase dois quilos. Aos modelitos bem-ajustados vão se sobrepor grossos macacões e calças impermeáveis, touca, luva e o que mais for necessário para enfrentar as temperaturas abaixo de zero. Ao final, você terá a impressão de ser um astronauta da Nasa e ainda terá que adicionar um apetrecho ainda mais estranho a pés acostumados ao asfalto: o esqui ou a prancha de snowboard, uma espécie de skate de neve. Esquiar requer sacrifício, persistência e humor – rir dos próprios tombos é fundamental e não se importar com alguns hematomas também. Mas vale a pena. Sentir o vento adormecendo o nariz montanha abaixo é uma delícia.
Piscinas termais e spa relaxante em Chillán...
Quando essa montanha – na verdade, uma série incontável delas – é nada mais nada menos que a Cordilheira dos Andes, fica ainda mais interessante. O grande paredão desenha a geografia do Chile de norte a sul. E, de quebra, dá charme à Argentina.
Do lado argentino da cordilheira está a estação de esqui de Las Lenãs, que surpreende pelo calor. A sensação térmica de junho a agosto é de 20 graus. Quem começa o dia todo encapuzado é obrigado a fazer strip-tease na medida em que o esforço aumenta. Para cada hora de esqui, uma pessoa de 74 quilos gasta, em média, 528 calorias. Outra vantagem é o vôo direto de São Paulo a Las Leñas inaugurado este mês. Agora fica mais fácil aproveitar a boa neve que os 3.340 m de altitude de Las Leñas garantem. São 24 pistas com 65 quilômetros de pura adrenalina. E, se o dia não for suficiente para saciar a fome de neve, o aficionado tem ainda o esqui noturno, outra novidade da charmosa estação.
... campeonatos esportivos de snowboard em Valle Nevado e ponto de encontro em Portillo
Em Las Leñas, tudo foi concebido e planejado para aproveitar cada detalhe das montanhas milenares. Quando falta neve, 16 canhões se encarregam de produzir quatro quilômetros de pista a cada 24 horas. Tudo isso tem um preço um pouco salgado. Uma semana no Hotel Piscis, com passagem aérea e passeios, não sai por menos de US$ 3 mil. No hotel, a água mineral chega a custar US$ 6. A dica é passar no mercadinho da estação e comprar por US$ 0,90. Outro conselho é alugar um flat para quatro pessoas nos arredores por R$ 1,5 mil a semana. Quem nunca esquiou não precisa se preocupar. Professores e monitores especializados ficam à disposição para ensinar as manhas do esporte, tanto para os adultos quanto para as crianças, que dão um baile.
Chile – O mesmo cuidado têm os chilenos. Ao longo da Cordilheira dos Andes há várias estações de esqui. A 90 quilômetros da capital Santiago, está Valle Nevado, um dos lugares mais elegantes desse país para esquiar. Depois de subir uma estrada íngreme, chega-se à estação encravada a três mil metros de altura. Nesta temporada, Valle Nevado ganhou novas pistas, totalizando 37 quilômetros numa área de 98 mil hectares. Além disso, inaugurou um novo teleférico, o Andes Express, capaz de levar quatro esquiadores ao mesmo tempo montanha acima e chegar ao El Mirador, que fica a 3.500 metros de altura, em apenas cinco minutos.
O centro da estação é composto por três hotéis. O mais caro, de cinco estrelas, leva o nome do lugar e possui suítes com diárias de US$ 537 por pessoa. Outros dois mais baratos, o Puerta Del Sol e o Três Puntas, são ideais para jovens esportistas. Badalação e gente bonita não faltam. Entre os dias 22 e 29 de julho acontece o Campeonato Brasileiro de Snowboard. Valle Nevado deverá lotar. Quem perder este evento, ainda poderá assistir à Copa do Mundo de Snowboard, de 6 a 9 de setembro. Pacotes de sete dias custam a partir de US$ 1.700, com transporte terrestre e aéreo.
Mais ao norte, a 150 quilômetros de Santiago, encontramos Portillo, o mais antigo centro de esqui da América Latina. Com pistas a 2.700 metros de altitude, suas montanhas de até 4.500 metros circundam o Lago Inca. Intimista e familiar, a estação recebe no máximo 450 pessoas por semana. Construída há 52 anos, Portillo é ideal para esquiadores de nível médio e principiantes, mas já hospedou grandes nomes, como o famoso esquiador Jean-Claude Killy, que venceu suas rampas íngremes na década de 60. Não são poucos os hóspedes habituais com quartos reservados ano após ano. Como a estação fica isolada, todo mundo acaba se encontrando aqui ou ali, o que dá um clima de clube ao lugar. Além do tradicional Hotel Portillo, com pacotes de sete dias a partir de US$ 1.400 (terrestre e aéreo), há também o Octogon Lodge (de US$ 1.150 a US$ 1.700), com quatro beliches em cada suíte, e o jovial Inca Lodge, com quatro beliches e banheiro comunitário.
Bem mais ao sul, a duas horas de vôo da capital chilena, está Termas de Chillán, que é ao mesmo tempo estação termal e de esqui. São 40 quilômetros de pistas espalhadas por 120 hectares de terra. É neve que não acaba mais. Depois de um dia de atividade intensa, livrar-se de botas, roupas e esquis traz uma sensação de alívio. Nada parece melhor nesta hora do que se refazer numa água tépida e, por que não?, medicinal. E essa é a maior vantagem da estação: poder se atirar na piscina de água vulcânica e relaxar olhando o sol tingir de dourado os picos nevados. A água sai da terra a 94 graus centígrados e chega às piscinas a 40. Depois, enquanto o enxofre que turva a água atua nos músculos cansados, pode-se apreciar as estrelas e refazer também o espírito. O único cuidado é usar protetores de ouvido. Os mais ousados não resistem ao banho finlandês, ou seja, saem da piscina quente e se jogam na neve ao lado. Os adeptos dizem que não existe nada mais revigorante.
Cápsula – Quem não quiser ficar de molho, pode usufruir de um spa desintoxicante com vários tipos de tratamentos, com destaque para a fangoterapia – recurso em que, lambuzados de lama das termas, os turistas são encapsulados numa cama com tampa. A primeira sensação é de frio intenso, depois a tremedeira se atenua com um bafo morno e, por fim, fortes jatos de água quente limpam o corpo. A pele fica uma seda.
Da porta do Gran Hotel Termas de Chillán pode-se ver as fumarolas – pontos de onde sai a água vulcânica a 95. É também daí que vem a lama medicinal. Chillán fica no meio de um bosque de carvalhos. E é por entre suas árvores centenárias que são feitos os divertidos passeios de trenós, puxados por cachorros malamutes, originários do Alasca. Outra emoção é subir e descer os montes de snowmobil (moto de neve).
Por: Angela Oliveira, Flávio Sampaio e Rita Moraes
Argentina vive onda de frio histórica
Poucas vezes na história recente da Argentina uma onda de frio tão intensa atingiu o sul do país. Nevou em muitos locais que não testemunhavam a queda de flocos há muitos anos.
Nevou em Bahia Blanca na Província de Buenos Aires, onde os termômetros registraram 9 graus negativos. Meios de imprensa de Buenos Aires dão conta que se trata da temperatura mais baixa já registrada na cidade no outono. A última grande precipitação de neve em Bahia Blanca ocorreu em 9 de julho de 1965, mas em 1999 e no ano 2000 os bahienses também assistiram ao fenômeno, mas com menor intensidade.
Com recordes de temperatura mínima negativas, a região de Bahia Blanca viveu um dos dias mais frios de sua história. Em Algarrobo e Médanos, a garoa deu rapidamente lugar aos flocos brancos, mas a neve rapidamente derretia no solo. Na zona rural, entretanto, a neve teve média intensidade mas não chegou a acumular.
Já nas serras da Província de Buenos Aires a neve foi mais forte. Na Sierra de la Ventana - onde durante o dia a temperatura chegou a 12 graus negativos - a neve acumulou 5 centímetros enquanto que em Villa Ventana o manto branco chegava a ter dez centímetros de espessura.
Nevou também no sul de La Pampa, onde em General San Martín, a mínima baixou a 5 graus negativos. Em Puan fez seis abaixo de zero, três a menos que durante a mais intensa geada do ano passado. Em Coronel Dorrego a mínima oficial foi de 3,1 graus negativos, mas alguns locais chegaram a ter 7 graus negativos. Monte Hermosos, na costa, estava coberta de branco e a água congelou nas torneiras com os 8 graus negativos indicados pelos termômetros. Em Coronel Suárez fez 9,5 graus negativos e o campo permaneceu congelado até o meio-dia.
Na cidade de La Adela, província de La Pampa, imediatamente ao sul da Província de Buenos Aires, se registrou uma mínima de 17,5 graus negativos. Caiu neve e granizo em diversas localidades.
Na região de Rio Colorado, em Rio Negro, nevou e a temperatura alcançou 7,3 graus abaixo de zero na área urbana e 10,2 na zona rural. Estão prognosticadas intensas nevascas para as províncias de Chubut, Santa Cruz, Río Negro e Neuquén.
Em Carmen de Patagones, as mínimas variaram de - 4 a -5 graus com sensação térmica de até - 11. Em Pigüé, o Servicio Metereológico Nacional acusou uma mínima de -7,5 graus.
Nevou ainda nos cerros de Tres Picos e os cumes estavam brancos.
As previsões do Servicio Metereológico Nacional indicam a persistência do frio nós próximos dias.
Uma intensa nevasca e o -viento blanco- com rajadas de até 80 quilômetros por hora agravaram a condições de quase três mil caminhoneiros que esperam para atravessar a passagem internacional entre Chile e Argentina. O quadro deve se agravar ainda mais neste final de semana com a chegada de uma nova tempestade de inverno.
Muitos caminhoneiros brasileiros estão presos no bloqueio provocado pela nevasca nos Andes.
Fontes da Gendarmería Nacional em Punta de Vacas — a 30 quilômetros da fronteira - descreveram a situação de ontem: neve intensa e visibilidade zero devido ao vento. Na Vila de Las Cuevas a neve acumulou 1,30 metros enquanto que no lado chileno, entre o complexo aduaneiro de Los Libertadores e o túnel Cristo Redentor, há 2 metros de neve sobre o solo. As temperaturas mínimas estão ao redor de 7 graus negativos. O bloqueio dos caminhões já dura uma semana.
Em Chubut, as fortes nevascas determinaram o fechamento do aeroporto de Comodoro Rivadavia e o fechamento da estrada nacional que liga a localidade a Trelew.
Em Neuquén, foram suspensas as aulas em todas as cidades afetadas pela tempestade de inverno. Muitas estradas estão bloqueadas pela neve. Na cidade de Neuquén tanta neve nesta época do ano não se observava desde 1982.
Em Santa Cruz vários trechos da estrada nacional 3 estão bloqueados. As regiões mais atingidas são Caleta Olivia, Los Antiguos y Pico Truncado.
Na Terra do Fogo já há a ameaça de falta de gás natural para as usinas elétricas. A temperatura chegou a 12 graus negativos com sensação de -17.
Na estação de esqui de Las Leñas, em Mendoza, nevou intensamente durante 48 horas. A neve acumulou 80 cm na base e 2,70 metros na montanha.
A cidade de Buenos Aires, entretanto, está sendo poupada do frio congelante já que a parte mais intensa da massa de ar polar segue ao sul da capital portenha.
Responsável técnico: Meteorologistas Eugenio Hackbart e Luiz Fernando Nachtigall
Instituto: Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo
03:58 Quinta-feira, 16 de junho de 2005
Neva há 24 horas em Las Leñas e acúmulo atinge 2 metros
Esfriou em São Paulo, mas em Las Leñas, na Argentina, está nevando há 24 horas. O acúmulo de neve atingiu 70 cm na base das montanhas e 2 metros em pontos mais altos. Graças a isso, as 40 pistas da estação de esqui de Las Leñas estão funcionando a todo vapor.
As previsões para quem pretende esquiar neste inverno são animadoras na estação argentina, localizada na Cordilheira dos Andes. A previsão é de mais neve nos próximos dias.
Além da tradição do esqui, Las Leñas mantém boates, restaurantes e bares que fazem da cidade ponto de encontro de jovens e local de muita badalação.
Os bares têm vista para as pistas de esqui e os restaurantes oferecem churrasco, suas especialidades no inverno.
É lá no Valle Las Leñas que está a mais longa pista de esqui para iniciantes do mundo, com 2.200 metros de extensão.
O snowbus, um ônibus que faz um tour pelos pontos mais altos de Las Leñas, custa US$ 10 e é um passeio imperdível para quem aprecia visuais.
Em setembro, acontece na estação o Campeonato Brasileiro de Esqui, entre os dias 2 e 9.
Las Leñas também está na internet, em www.laslenas.com.
da Folha Online - 12/07/2001 - 17h20
Neve anima diretores de estação de esqui em Las Leñas
Os diretores da estação de esqui Valle de Las Leñas, na Argentina, dona de algumas das mais badaladas pistas da América do Sul, chegaram a São Paulo na terça-feira passada animados. -Nevou esta noite; Estamos com 50 cm de neve, dizia Horacio Bóvolo, gerente comercial do empreendimento.
Segundo ele, o prognóstico da meteorologia é muito favorável. -O El Niño [fenômeno atmosférico se retirou, e o tempo vai estar melhor do que no ano passado.
Outro aliado, no que diz respeito ao envio de turistas brasileiros, será um acordo feito com a TAM, que transportará os esquiadores até a estação em vôos fretados.
Bebe Badino, proprietário dos cinco estrelas Piscis e Escorpio, se diz entusiasmado com os vôos diretos. -No ano passado não havia disponibilidade.
Seu objetivo é chegar a 90% de ocupação nos hotéis, contra 78% no ano passado. Nem ele nem Horacio Bóvolo se dizem preocupados com a crise econômico-política que anda rondando o Brasil.
-O esqui é social, praticado por gente que não é muito afetada pelas crises do país, disse Bóvolo, que espera duplicar o número de 2.000 brasileiros que visitaram Las Leñas no ano passado.
da Folha de S.Paulo - 04/06/2001 - 11h03
São Paulo terá vôo direto para Las Leñas
Os brasileiros que forem passar férias na estação de esqui de Las Leñas, na Argentina, terão a partir do dia 30 de junho um vôo da TAM que parte de São Paulo direto para Malargüe, em Mendonza.
A estação de Las Leñas fica na Cordilheira dos Andes, na Província de Mendoza. Suas 40 pistas de esqui são distribuídas de acordo com o nível de conhecimento dos visitantes (principiantes, intermediários e avançados). A temperatura no inverno oscila entre -3ºC e 12ºC.
No último ano, o centro de esqui de Las Leñas instalou um sistema de fabricação de neve para garantir diversão permanente nas pistas durante o inverno. Há também um setor para a prática de tubbing-park, onde os turistas podem escorregar com bóias de borracha.
da Folha Online - 01/06/2001 - 21h16
Snowboard brasileiro é destaque na Argentina
Snowboard - A 2ª etapa do Ballantine's Snowboard Continental Cup será realizada na estação de Lãs Lenãs, na Argentina, entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro. O evento conta pontos para o ranking da Federação Internacional de Esqui (FIS).
Atletas brasileiros e estrangeiros competem na neve argentina de olho em pontos precisos para a classificação olímpica.
As modalidades disputadas serão a Slalom Gigante Paralelo (PGS - 31/8), Big Air (BA -1/9) e Boardercross (SBX - 2/9). Paralelamente será realizado o Campeonato Brasileiro Open, para amadores.
A Copa Continental Sul-Americana de Snowboard da FIS, conta com a carioca Isabel Clark, primeira sul-americana classificada no snowboard para uma edição das Olimpíadas de Inverno (SBX) e líder do ranking continental em todas as modalidades do snowboard feminino.
-Como será o último Campeonato Brasileiro antes das Olimpíadas, certamente terá um sabor especial. Mesmo porque, muitos atletas estrangeiros devem participar da competição, que por isso deverá ter um nível mais alto ainda, disse Isabel Clark.
Texto de: 25/08/2005
oradical.uol.com.br
Brasileiro de Snowboard acontece na Argentina
Snowboard - O 4º Campeonato Brasileiro de Snowboard Cross Country será realizado em Ushuaia, na Argentina, a partir do dia 13 de agosto. A prova inaugura a temporada de disputas brasileiras de esportes na neve. Estarão presentes os melhores atletas brasileiros na modalidade.
-No Campeonato de Snowboard, além da campeoníssima Isabel, teremos em ação, alguns atletas da nova geração mostrando a renovação da modalidade no Brasil. No Esqui, a Anna Breigutu vem dando continuidade no feminino após a aposentadoria de Mirella Arnhold e no Cross Country, temos novos atletas na categoria, diz Stefano Arnhold, presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve.
Alguns dos atletas confirmados no Campeonato Brasileiro de Cross Country são: o gaúcho Hélio Freitas, representante brasileiro nos jogos de Inverno de Turim, Leandro Ribela, Kerlmerson Buck e Ricardo Cutolo, novos talentos do Biatlhon e do esqui alpino.
O destaque feminino é a carioca Isabel Clark, 9ª colocada na prova de Boardercross das Olimpíadas de Turim. A atleta, que conseguiu o melhor resultado brasileiro em Jogos de Inverno, já no Chile treinando para o Campeonato Brasileiro de Snowboard, que acontece no dia 27 de agosto.
-Minhas expectativas para o Brasileiro são muito boas, a temporada está excelente, com muita neve, o que está proporcionando um ótimo treino. Esta vai ser a competição mais importante desta temporada. O time canadense já confirmou presença, o que será muito bom, pois a prova vai valer muitos pontos da federação internacional de ski, comenta Isabel.
Texto de: 09/08/2006 snowboard.clickaventura.com.br
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
MOEDA
Recomendamos levar dólar e trocar por pesos localmente, no aeroporto, em hoteis ou casas de câmbio.
IDIOMA
Castelhano.
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA
Brasileiros nao precisam de visto para entrada na Argentina, basta apresentar sua Carteira de Identidade com menos de 10 anos e em bom estados ou passaporte valido.
Não sao aceitas Carteira Nacional de Habilitação, Carteiras emitidas por entidades de classe CREA, OAB, CRM e entidades militares.
TELEFONEMAS PARA O BRASIL
É possível usar telefones públicos, que funcionam com cartões ou então ligar do apartamento, porém lembrando que os hotéis cobram taxa extra por ligação e às vezes, exorbitante.Para o Brasil: 00 + 55 + código da cidade sem o primeiro zero + número do telefone. Ligações a cobrar Via Embratel discar: 0800 55.55.500.
REPORTAGENS EM ESPAÑOL
Las Leñas cubierta de blanco recibe a los turistas
Las Leñas le dio la bienvenida a las vacaciones de invierno cubierta de blanco. Con 75 cm de nieve pisada en la base del valle y 340 cm en la cima, los turistas provenientes de todo el país y el exterior, principalmente de Brasil, podrán disfrutar de todas las actividades que el valle propone.
El complejo turístico Las Leñas esta ubicado en el corazón de la cordillera de Los Andes y es el centro de skí más cercano a Buenos Aires. Con más de 20 años de existencia este centro ofrece a los turistas 30 pistas de ski y snowboard además de los mejores fueras de pista del país: Expedición de skí libre con 16 km ininterrumpidos de nieve y Extreme Expedition, ambas en lugares casi vírgenes en la montaña.
Para los más pequeños Las Leñas ofrece actividades especiales en el Baby Leñas, Mini Leñas, Jardín de Nieve y Olimpos Pro, una academia destinada a pre adolescentes que quieren ser profesionales del Ski.
Olimpos Pro, un novedoso programa de entrenamiento para chicos de 10 a 14 años y el sistemas Easy Skí Las Leñas para esquiadores principiantes más modernos del país. Además, todos los visitantes cuentan con hotelería y gastronomía de primer nivel en el complejo.
Por su parte los adultos, luego de disfrutar de un día a pleno en la montaña, pueden acceder a numerosos espectáculos y actividades que van desde degustaciones hasta shows en vivo, cine y el tradicional casino.
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El complejo turístico de alta montaña ubicado en el corazón de la cordillera de Los Andes, anuncia la inversión de más de $10.000.000 para esta nueva temporada invernal.
Servicios, mantenimientos y nuevas actividades serán los atractivos de esta nueva temporada. Esta importante inversión abarcó la remodelación de la infraestructura de servicios en el valle, en su Hotel Aries, en el mantenimiento de las partes comunes y de los medios de elevación del complejo, y en la instalación de nuevas atracciones para los visitantes de Las Leñas. "En Las Leñas trabajamos en infraestructura todo el año. Con las inversiones que realizamos año tras año, especialmente para la temporada invernal, seguimos afirmando nuestro compromiso asumido por brindar excelencia en los servicios para todos los visitantes", asegura Lucio Vega Iracelay, Director Comercial de Las Leñas. Acerca de Las Leñas El complejo turístico Las Leñas esta ubicado en el corazón de la cordillera de Los Andes y es el centro de esquí más cercano a Buenos Aires. Con más de 20 años de existencia este centro ofrece a los turistas 30 pistas, además de los mejores fuera de pista del país: Heliski y Extreme Expedition, ambas en lugares casi vírgenes en la montaña. Las Leñas cuenta con Olimpos Pro, un programa de entrenamiento para chicos de 10 a 14 años y el innovador sistema Easy Skí para esquiadores principiantes. Además, todos los visitantes cuentan con hotelería y gastronomía de primer nivel en el complejo.
Por: Ivan Categoría: Sudamérica Data: 17-05-2007
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Las Leñas distinguida entre los mejores centros de ski
La reconocida revista Forbes ha realizado un ranking con los mejores centros de ski. Entre ellos se encuentra el Valle de Las Leñas, donde la “elite” del cono sur acude a practicar el ski y el snowboard. Las Leñas, junto a Bariloche, son los centros más cotizados de la Argentina.
En pleno corazón de la Cordillera de los Andes, a tan sólo 1.200 Km. de Buenos Aires, se encuentra el paradisíaco valle de Las Leñas. La magia de este centro de ski es el resultado de la combinación entre naturaleza, confort, aventura y relax. Su base se encuentra ubicada a 2.240 metros de altura sobre el nivel del mar y su cumbre a 3.430 metros. Las Leñas esta a tan sólo 45 minutos del aeropuerto de Malargüe, a 500 Km. de Mendoza Capital y a 200 Km. de San Rafael.
Este complejo turístico internacional, brinda unas vacaciones inolvidables para todos los amantes del ski y snowboard. Cuenta con una calidad de nieve insuperable, gastronomía internacional, como también unas instalaciones hoteleras de primer nivel, dentro de un marco de seguridad y tranquilidad para toda la familia.
Acerca de Las Leñas
El complejo turístico Las Leñas esta ubicado en el corazón de la cordillera de Los Andes y es el centro de esquí más cercano a Buenos Aires. Con más de 20 años de existencia este centro ofrece a los turistas 30 pistas de ski y snowboard además de los mejores fuera de pista del país: Heliski y Extreme Expedition, ambas en lugares casi vírgenes en la montaña.
Las Leñas cuenta con Olimpos Pro, un programa de entrenamiento para chicos de 10 a 14 años, un innovador sistema Easy Skí para esquiadores principiantes. Además, todos los visitantes cuentan con hotelería y gastronomía de primer nivel en el complejo.
23 de Julho 2007 - 11:06 AM www.giganet.com.ar
Las Leñas recalienta las pistas
Esta estación, una de las vedettes de la temporada, reúne una infraestructura confortable y elegante en un gran manto blanco y radiante.
LAS LEÑAS.- El fin de semana último fue el mejor preámbulo de lo que vendrá: mucha nieve y gran afluencia de visitantes. Con la tradicional bajada de antorchas y los medios de elevación gratis comenzó la ansiada temporada en Las Leñas, el complejo de esquí más importante de Mendoza.
El presidente del complejo, Leonardo Szeinman, comentó que el primer fin de semana de la temporada fue mucho mejor de lo que se esperaba. "El tiempo fue inmejorable; la cantidad de nieve acumulada y los visitantes colmaron las expectativas, precisó.
La ocupación hotelera en el valle durante el fin de semana fue de 2700 personas, pero en las pistas se deslizaron alrededor de 3500, sumando a los visitantes de los alrededores que llegaron por el día.
Dos metros de nieve pisada en la base y ocho precipitados en la cumbre le dibujaron una sonrisa a los presentes.
Por ahora, sólo los argentinos, especialmente de Buenos Aires, Córdoba y Mendoza, se acercaron al complejo. Aunque se espera, para la semana que comienza, el arribo de brasileños.
Desde la puerta del hotel
Las Leñas es el único centro del país que nació alejado de una gran ciudad -Malargüe, la más cercana, está a 70 km- y en el que todas las instalaciones (hoteles, departamentos, restaurantes, casino y comercios) están a metros de la base.
La vida de este centro gira exclusivamente en torno de las pistas y nadie busca evadir esa realidad. Se puede salir esquiando prácticamente desde la puerta de la habitación y todo está al alcance de la mano; no se pierde ni un segundo en traslados.
Cuenta con 40 pistas que suman 70 kilómetros para deslizarse. Se pueden utilizar 12 medios de elevación formados por una silla cuádruple, 6 dobles y 5 de arrastre, que funcionan entre las 9 y las 17. Además, posee una gran superficie para la práctica del esquí extremo, fuera de pista. La nieve es seca y de óptima calidad porque el clima del valle ayuda bastante: es de media y alta montaña. La base está a 2250 metros y se puede llegar hasta los 3430.
De todas maneras, los cañones de fabricación de nieve siempre están en funcionamiento. Y este año se amplió el sistema en un 25 por ciento para cubrir un total de 50 hectáreas, especialmente sectores medios y bajos.
Toda la familia encuentra su lugar en el valle: los chicos desde los tres años y medio pueden ir a la escuela para aprender a esquiar. Si se quiere hacer un recreo con las tablas, una divertida opción es el tubbing. Se trata de unos gomones especiales para deslizarse en la nieve, a toda velocidad, por una pista de casi 200 metros.
Las Leñas, de los centros tradicionales, es el más cercano a Buenos Aires: está a 1212 km. La mayoría de los visitantes prefiere llegar en auto, aunque hay que tomar las precauciones para manejar sobre nieve.
Las tarifas se conservan en pesos, aunque los pases para medios de elevación aumentaron un 57% en relación con el año último. El incremento fue de un 60% en alquileres de equipos y de un 40 en las clases de esquí.
Los departamentos, una de las opciones más económicas en materia de alojamiento registraron un aumento de entre el 20 y el 30 por ciento. Por ejemplo, 7 noches en un dúplex para 4 personas y abono semanal para medios de elevación cuesta, en temporada alta, $ 1113 por persona. Una de las novedades de esta temporada en el valle es la creación de un terrain park, exclusivo para expertos. Se llama Thor-02 y es una pista negra (difícil), con una longitud de más de 1500 metros, segmentada en sectores de saltos, lomos, peraltes y barandas para deslizarse. Sólo podrán ingresar esquiadores y snowbordistas de buen nivel, que quieran incursionar o perfeccionar el free style.
Se encuentra entre el estadio Minerva y la pista Minerva 3. Es obligación entrar en el circuito con el casco puesto. Con relación a las pistas, se realizaron trabajos de ampliación de la base en 100 metros lineales, otorgando mayor comodidad para esquiadores y visitantes. También hay que destacar que fue adquirida una nueva pisanieve de última generación, valuada en 100.000 dólares, para una mayor eficacia en la conservación de las pistas. Entre mantenimiento y nuevas propuestas, el complejo realizó una inversión de 500.000 dólares. También se estrenó un circuito off road para andar en 4x4 sobre la nieve y despuntar el espíritu todo terreno. Para los momentos de descanso, se mejoró el servicio de televisión interna del centro.
El portugués se escuchará más que nunca entre los esquiadores. Se estima que llegarán alrededor de 2000 brasileños al valle, muchos en un vuelo, sin escalas, entre San Pablo y Malargüe.
Publicado en la ed. impresa: Turismo - Viernes 28 de junio de 2002
LAS LEÑAS - Centro de Ski Extremo & Heliesquí
Esquí Fora de Pista em La Leñas
Las Leñas é o centro de esquí extremo (esquí fora de pista) e Heliesquí mais importante de Sudamérica. Localizado a 450 Km. de Mendoza e a 70 km.de Malargue. O Vale de Las Leñas está enmarcado pelos altos picos da Cordilleira dos Andes, entre os quáis se encontram os cerros: Collar, Ponce,Torrecillas, Entre Ríos, Los Fósiles e Las Leñas.
Esquí fora de pista. Também chamado esquí de travessia ou extremo. Trata-se de fazer cumbres , esquiar montanhas de difícil acesso. Fazendo refugio de alta montanha (Vale Hermoso). Usam-se esquís de travessia com peles de foca. As condiçoes físicas e a experiência na prática de esquí devem ser excelentes.
A Base
É o mais elevado dos centros de esquí argentinos, com um desnivel esquiável de 1100 metros. A cumbre encontra-se a 3430 mts. e as pistas descendem em amplas pendentes até a base localizada a 2250 mts.
A Neve
É de excelente qualidade, reconhecida internacionalmente, produto de seu clima seco. Tem neve em pó em muita quantidade de Junho a Outubro. A precipitaçao nívea anual na base é de 1,50 metros, e de 3,50 metros na cumbre. O promédio de profundidade é de 0,50 mts. na base, 1mt em Intermeia e 1,50 mts. na cima. As pistas inferiores possuim canhoes de neve artificial, garantizando neve permanente.
Meios de Elevaçao
O vale oferece 12 meios de elevaçao, que superam os 13 km de longitude que podem transportar até 10.000 esquiadores por hora. de a base partem quatro meios: Venus, Eros I, Eros II e Vesta, que distribuim rápidamente aos esquiadores nos distintos setores. Realizam oito horas diárias de funcionamento contínuo (de 9 a 17 horas) . Além disso existe um teleskí escola, ubicado na base, totalmente gratuito para que os principiantes possam começar no aprendizado do uso, monitoreado pelo pessoal qualificado.
Pistas - Areas Esquiáveis
Sao 39 as pistas esquiáveis para todos os níveis, 65 km. em total, 3.800 hectáreas de superficie esquiável com uma longitude máxima de 1.230 metros. As pistas se distribuem de acordo ao nivel dos esquiadores: verde para os que recém se iniciam, com 5 km. Azul para os intermeios, com 15 km. e para os avançados e expertos, vermelhas com 20 km. e pretas com 24 km. respectivamente. O centro possui um Snowboard Park com saltos e halfpipes localizado na base do cerro. Possui a maior longitude de descenso ininterrumpido no pais (7.050 metros), resultado da combinaçao das pistas Apolo, Neptuno e Venus. A pista Eros, com um excelente sistema de iluminaçao, permite seguir disfrutando do esquí ainda quando o sol se escondeu nas montanhas.
Serviços
O centro possui vários restaurantes de categoria internacional, com fast food, churrasqueiras, comida italiana, francesa e um abanico de possibilidades de variantes ûnicas nos centros tradicionáis de esquí. Os serviços para o esquiador incluim: escola de esquí (todos os níveis), guarderias de esquíes, atençao para crianças, aluguel de equipamento, reparaçao, e serviço médico, entre outros. Possui uma completa infraestrutura hoteleira , com apartamentos, hotéis e aparts hotel de primeira categoria (5 estrelas) com uma capacidade de 3500 camas aproximadamente. Além disso, piscina climatizada, minigolfe, cassino internacional com roleta, black jack, ponto e banca, poker e slot machines; discotecas, lanchonetes e pubs. O centro de convençoes tem um salao para 200 pessoas e todo o equipamento tecnológico necessário para um evento. O centro médico, com moderna tecnologia, permite cobrir cualquer emergência. Para os que começam no esquí, tem escola e instrutores que asseguram um bom aprendizado e 5 kms. de pistas fáceis.
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Reportagem Folha Online
EDNEY CIELICI DIAS
do enviado especial da Folha de S.Paulo a Las Leñas
Edney Cielici Dias viajou a convite das Aerolineas Argentinas, dos hotéis Piscis (Las Leñas) e Sheraton Libertador (Buenos Aires) e da Ski Network
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