spen é um dos nomes mais famosos do Turismo de Neve, e esta notoriedade tem seus motivos: a região é lindíssima, o clima do Colorado é famoso por seu céu azul & ensolarado, com poucos dias de chuva no inverno - e isso passou a atrair visitantes desde o início do século XX, que queriam conhecer e curtir aquele vilarejo no meio das montanhas, onde os colonizadores haviam encontrado prata e cobre, e estabelecido uma povoação de garimpeiros e mineradores.
O seu nome vem da árvore típica da região - Aspen - e as montanhas são cobertas de bosques dessa vegetação, algo realmente encantador - e cheiroso, esquiando em Aspen você sentirá isso todo o tempo.
A cidade fica a 360 km de Denver, a capital do estado do Colorado, e, apesar de ser tão famosa & receber turistas de todo o mundo, segue sendo uma vila pequena, com arquitetura típica dos lugares de montanha (madeira, pedra e muito vidro) e, sob qualquer ponto de vista, um lugar aconchegante e charmoso. Lá, você encontrará hotéis e pousadas de todos os níveis de preço; um grande número de restaurantes, bistrôs, casas de chá, bares, clubes noturnos e boites; boutiques de griffes famosas - e também lojas "normais" (assim... be cool!), galerias de arte, lojas de decoração (imperdíveis), museus, e locais históricos para visitação. Qual seja, além dos esportes de neve (veja abaixo), há muito o que ver e fazer em Aspen.
Uma das razões de sua fama, vem do fato de ser um dos destinos mais procurados por ricos & famosos para suas férias (no caso, de inverno ou verão, pois a região é linda nas 4 estações), com artistas famosos andando nas ruas e curtindo suas casas. Isso, muitas vezes assusta aos turistas, que imaginam que seus custos, em Aspen, serão mais elevados do que em outros centros - o que é um engano: todas as estações de neve top dos USA e Canadá concorrem no mesmo mercado e, assim, oferecem valores muito semelhantes pelos serviços que disponibilizam aos seus visitantes. Em outras palavras, esquiar em Aspen terá um custo final real muito parecido com a mesma skiweek feita em Vail, Whistler, Park City ou muitas outras.
O acesso a Aspen é fácil, e pode ser feito:
A área de Aspen oferece 4 montanhas distintas, ligadas por um sistema ônibus circulares grátis - os shuttle - todas elas com enorme área esquiável e características distintas:
Aspen é, com grande freqüência, assunto de reportagens nas revistas de ski & snowboard, nas publicações de turismo e sites de viagens. Entre as muitas (veja mais no item "Dicas Úteis de Aspen") selecionamos:
O segredo de Aspen? Boa gastronomia, hotéis de luxo, grifes exclusivas, celebridades e a neve que cai macia.
Ao pé das Montanhas Rochosas, no Centro-Oeste do Colorado, nos Estados Unidos, a cidade de Aspen, com 8 mil habitantes, é tudo no meio do nada. No inverno, os termômetros marcam até 20 graus negativos, mas quem se importa com o frio, quando se está num dos points mais quentes do mundo? Mistura de civilização e natureza, agito e calmaria, riqueza econômica e aconchego hospitaleiro, são vários os motivos que fazem Aspen ferver. O mais forte de todos cai do céu: é a neve local, chamada powder. Leve como pluma, chega em flocos tão finos que as pistas se tornam um carpete macio - e a cidade se transforma em uma das melhores estações de esqui do globo terrestre.
A cada temporada, cerca de 100 mil turistas - invariavelmente cheios de dólares no bolso - desembarcam no charmoso vilarejo em busca de diversão e muita adrenalina. As montanhas são divididas em quatro blocos: Aspen Mountain, com paisagens de tirar o fôlego; Snowmass, paraíso das crianças, reconhecida como uma das melhores áreas de esqui para a família; Highlands, para quem já tem experiência na neve; e Buttermilk, sede do ESPN Winter X Games (de 29 de janeiro a 1° de fevereiro) e recomendada para esquiadores e snowboarders iniciantes.
Para se locomover entre as montanhas, há um serviço de ônibus gratuito, com motoristas sorridentes e gentis. As pistas abrem às 8h30, mas muita gente não agüenta esperar e chega antes, formando pequenas filas - o que, ali, não é incômodo. Há sempre alguém do lado para comentar sobre o quanto - ainda bem - nevou durante a noite. E esse alguém pode ser ninguém menos do que Tom Hanks, Paul Newman, Kevin Costner ou Julia Roberts, entre outros astros de Hollywood. É que Aspen é assim mesmo, um exclusivo ponto de encontro de milionários e famosos.
O clima é perfeito, porque quase não chove. Sem umidade, os dias ensolarados ostentam um céu tão azul que, só de admirar a paisagem no topo de qualquer uma daquelas montanhas, o visitante se sente de alma lavada. Como o vilarejo fica 2 400 metros acima do nível do mar, quem não está acostumado com altitudes elevadas pode sentir certa tontura, a boca seca e até náusea, o que lá eles chamam de altitude sickness. Você chega na farmácia, explica os sintomas e o farmacêutico diz: "Não tem remédio. Espere dois ou três dias, que passa". E os sintomas passam mesmo. Nada, aliás, é mais a cara de Aspen do que passar mal e ouvir: "Deve ser a altitude". Para ajudar, o truque é beber água, normalmente o dobro do que se está acostumado.
Se você nunca tentou praticar um esporte na neve, com certeza esse é um excelente lugar. Aspen reúne cerca de 1 100 instrutores de esqui e snowboard treinados para garantir as melhores férias de sua vida. Muitos falam português ou espanhol. Elegantemente vestidos, com uniformes vermelhos da grife Ralph Lauren, são educados, pacientes e cheios de técnicas para fazer você perder o medo e avançar no aprendizado. Quem confia neles, quando menos espera, desliza na neve. Mesmo que você leve alguns tombos no início, vale a pena tentar. Até porque, só de subir e descer a montanha várias vezes, qualquer um volta para casa com algum peso a menos e alguns músculos a mais.
Vaidosas, as mulheres que esquiam em Aspen combinam a cor de suas roupas com a faixa na cabeça e até com o detalhe dos óculos escuros. É luxo puro. Algumas vão de branco da cabeça aos pés, para homenagear a neve. Embalados pelo som que rola nos alto-falantes, de rock a música eletrônica, os esportistas passam o dia inteiro aperfeiçoando movimentos, tentando novas manobras, dando verdadeiros shows de acrobacias no ar e na neve. Quem quer uma trilha sonora exclusiva leva até um discman!
O turismo contemplativo é a opção de quem não esquia. Admirar os passos radicais dos mais aventureiros tomando uma cerveja ou um vinho no deque de um restaurantes na montanha, desses que vivem lotados de gente bonita, suada e feliz, é um programa à parte. Só lembrando: em altitudes elevadas, o álcool sobe mais rápido e é bom não exagerar. Outro programa bacana para quem não se interessa pelo esqui é uma visita a Aschcroft. A cidadezinha fantasma, localizada a 15 minutos de carro de Aspen, abriga um fantástico parque natural e promove atividades mais leves, como o cross-country e o snowshoeing (caminhadas na neve com esquis e com um calçado que imita uma raquete de tênis, respectivamente).
Em Snowmass, o restaurante Krabloonik tem ainda outra atração: passeios de trenós puxados por cães huskies em trilhas desertas e selvagens. Vale conferir, porque, assim que o sol começa a baixar, vem o segundo momento sagrado da estação: o après-ski, agito que rola quando fecham as pistas e abrem os bares, depois das 16h. Na base da Aspen Mountain, o deque do restaurante Ajax Tavern, famoso pelos pratos de inspiração mediterrânea, mais parece uma festa, de tanta gente que estaciona ali seu par de esquis para comer, beber, conversar ou paquerar.
Quem dispensa essa pode cair em outra farra: alguns hotéis têm piscinas aquecidas ao ar livre, as hot tubes. Fora d'água, a temperatura é de 10 graus negativos; dentro dela, em torno de 40. Já dá para ter uma noção de como é gostoso relaxar o corpo ali dentro, bebericando algum aperitivo. Outro passatempo é ir às compras. As pacatas ruas da cidade são repletas de lojas de grife, como Chanel, Donna Karan, Fendi, Gucci, entre mil outras.
Um passeio desses pela cidade alia outro prazer: admirar suas fachadas imponentes, como a do luxuoso Hotel Jerome, o cartão-postal de Aspen. A arquitetura em estilo vitoriano, cheia de detalhes suntuosos, remonta à época da conquista do Velho Oeste e faz com que o vilarejo montanhês exale um cheiro de história. Fundada em 1878, no século 19 Aspen vivia da mineração da prata. A partir de 1930, empresários começaram a investir para transformá-la no que é hoje: templo mundial dos esportes de inverno e rico centro cultural. É difícil imaginar uma cidade tão pequena reunindo 30 galerias de arte e um museu. Mas ali isso é tão possível quanto a hospitalidade é levada a sério. Sim, em Aspen a recepção é tão calorosa que em vez de turista você se sente parte do lugar.
Esportes de dia, baladas à noite. Essa é a cartilha da diversão seguida por nove entre dez freqüentadores da cidade, uma das raras estações de esqui com vida noturna depois das 23h. Depois daquele banho gostoso, todo o mundo sai para jantar, beber, dançar, enfim, aproveitar as boas coisas da vida. Rica em gastronomia, Aspen tem cerca de 100 restaurantes com comida francesa, italiana, oriental, indiana e de outras partes do mundo. Tem ainda uma divertida aula de culinária, organizada pela Cooking School of Aspen: em grupos de 20, os alunos aprendem a fazer os pratos ao mesmo tempo em que saciam a fome. Cada iguaria é acompanhada de uma taça de vinho escolhido a dedo para determinado sabor. Você sai de lá satisfeito com tudo, as lições e a degustação.
A parte mais chata de uma viagem dessas, realmente, é quando ela chega ao final. É raro um turista que não faça as malas ali com desejo de "quero mais". Como todo paraíso, Aspen existe, de fato, para poucos. Mas, agora que sabe tudo sobre a cidade, você pode ser um deles.
Por: Lidice-Bá - Matéria publicada em Viagem e Turismo