Vail é um centro de ski espetacular, construído às margens da rodovia que leva da capital do Colorado, Denver, até Aspen. A 200 km de distância de Denver, Vail é servida pelo aeroporto de Eagle County, situado a cerca de 40 km do centro do vilarejo, o que facilita muito o acesso.
A região se divide em : Vail Village, onde está concentrada a maior parte dos hotéis, restaurantes e comércio ( boutiques/galerias de arte/restaurantes e bares ) ; Lionshead, ao lado - também com muitos hotéis, comércio e vida noturna ; Vail Cascade, East Vail e West Vail, que, às margens da mesma rodovia, oferecem alternativas mais econômicas de hospedagem, se ligando à rea de Vail pelas ruas e pelos meios de elevação &´pistas. Muito próximo, estão outras estações de neve pertencentes ao complexo Vail Resorts : Beaver Creek, Breckenridge, Keystone e Arapahoe Basin. Todas muito lindas, principalmente Breckenridge, que como antiga cidade mineira, preserva uma Main Street cheia de atrações e coisas para ver & fazer, além de uma montanha enorme e ótima para esquiar. Keystone, por sua vez, oferece a maior área iluminada do mundo para se esquiar- leia-se ski&snowboard noturno.
Vail é hoje , simplesmente, a maior estação de Ski da América do Norte : ao todo ela oferece mais área de pistas preparadas do que qualquer outro centro de ski do continente. A montanha é esquiável tanto na parte da frente, onde se concentra a maior parte das pistas e dos teleféricos, como na parte de trás : alí estão os famosos " back-bowls " de Vail - é um fora-de-pista, acessível pelas cadeirinhas, tanto na entrada como ao seu final, com diversos graus de inclinação a escolher, do mais simples e fácil, ao muito difícil. Qual seja, fora-de-pista acessível a todo nível de esquiador !
A região oferece centenas de hotéis, condomínios de apartamentos com cozinha, hospedarias & estalagens, enfim, alojamento para todos os gostos & bolsos. Você encontrará todo o tipo de equipamento de ski & snowboard para aquisição ou aluguel ; escola de ski & snowboard da melhor qualidade, oferecendo todo o tipo de cursos e programas, para todo o nível de desempenho dos turistas ; e uma grande quantidade de programas alternativos, quando você não quiser ou não puder curtir os esportes de montanha.
Não tenha qualquer dúvida : Vail é um excepcional centro de ski, habitual vencedor do concurso anual da revista " Ski Magazine " na pesquisa de " Melhor Centro de Ski da América do Norte " ( 13 vezes em 17 anos de pesquisa... ).
Vá lá e confira !
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Esta reportagem foi publicada na revista Viaje Aquí/Abril, e descreve muito bem o que o turista vai encontrar em Vail & região :
BELEZA EUROPÉIA
Vail e Aspen estão separadas por apenas duas horas de viagem. E não é um caminho qualquer. Trata-se daquelas estradas que valem a viagem, que passa por entre cânions, penhascos e túneis rasgados nas Rochosas. E nem por isso quem visita Aspen vai a Vail ou vice-versa. Como se os públicos também vestissem a camisa da disputa acirrada entre as duas maiores e mais conhecidas estações de esqui do Colorado. Ou porque, a rigor, não precisa.
Quer uma cidade bonitinha? Vail tem uma que parece ter saído de livrinho de histórias infantis. Os Aspen-maníacos podem até dizer que a arquitetura de vila bávara não tem nada a ver com a história de mineração do Colorado. Pode até ser fake, mas, vem cá, nós gostamos de Campos do Jordão, não? E não tem nada mais gostoso que, depois de um dia na neve, sair andando por uma vilazinha "alpina" com lojinhas sensacionais, restaurantes deliciosos. E, nesse quesito, Vail está ali com Aspen. Basta um passeio pela ruazinha principal de Vail Village, a East Gore Creek, para sair dali convencido disso.
Se Vail Village é quase uma miniatura, a Vail Mountain é colossal, um exagero. A maior montanha esquiável dos Estados Unidos. Pegue a área das quatro montanhas de Aspen juntas e você ainda vai precisar de alguns metrinhos quadrados e branquinhos para chegar a Vail. Quem vê não pensa, mesmo porque a maior parte dessas pistas está no lado de trás da montanha, as chamadas Back Bowls, com praticamente todas as pistas pretas, e a Blue Ski Basin, com até algumas azuis, mas cujo acesso é difícil: são 45 minutos em intrincadas conexões de lifts e umas boas pistas pretas para quem se desviar do caminho mais simples. A mensagem é clara: iniciantes, não ousem passar para o outro lado da montanha.
E quer saber? Nem precisa mesmo. A parte da frente é tão grande e variada, a ponto de o iniciante ter com o que se divertir por um bom tempo. Aliás, nem precisa se candidatar a aprender esquiar para isso. Basta pegar a gôndola Eagle Bahn, a partir da Vila de Lionshead, e cair no Adventure Ridge, uma espécie de parque de diversões de neve. Tem ski-biking que, como diz o nome, é uma engenhoca que parece uma magrela, mas que desliza na neve; tem também o tubing, uma espécie de bóia que desliza em cavidades feitas na neve; ou o rebound trampoline, um primo do bungee jumping criado em terras mais gélidas.
Há até coisas normais, como um rinque de patinação no gelo. Sem falar nas atividades especiais para crianças, como o kid snowmobiling, com motos de neve especialmente adaptadas para elas. E o mais legal de tudo: essa parte da montanha fica aberta também à noite - tem gente que desce pirambeira de ski-bike, com lanterna de cabeça. Ou seja, mesmo subir ali para tomar um drinque ou jantar no bar e restaurante Blue Moon já é um programão. Quem quer algo mais romântico ainda pode pegar um snow cat, aqueles carros de neve, para continuar até o Game Creek, um restaurante-chalé onde jantar é uma experiência. E, depois das 14h, quem está sem esqui nos pés não paga para subir na gôndola.
Esse trecho da montanha, onde está Adventure Ridge, chama-se Eagle Nest e funciona como, digamos, uma "sucursal elevada" do centrinho de Vail, mas não vai muito longe. As atividades não passam das 9 da noite, hora em que também param de servir comida no restaurante. E como não há hotéis no meio da montanha, está na hora de descer. Mesmo porque há muito o que fazer lá embaixo.
Uma montanha tão grande para uma cidade tão pequena resulta em algo curioso: o centro de Vail acabou pulverizado em três vilas principais, ao longo da imensa base congelada. A principal é Vail Village, a tal que perece de brinquedo, mas onde se gasta como gente grande. E bebe-se como na adolescência. A Bridge Street, perpendicular à East Gore Creek (aquela das lojinhas e dos restaurantes bacanas, lembra?), é a que concentra o maior número de bares legais. Ou seja, não é preciso andar muito para fazer todas as besteiras possíveis por ali. Com a vantagem de que às 2 da madruga todas as luzes se acendem e ainda dá tempo de se recuperar para o esqui do dia seguinte.
A segunda vila é Lionshead, cheia de hotéis, um lugar fantástico para tomar café-da-manhã, o DJ McCadams Diner, alguns restaurantes bacanas e um projeto de renovação em curso que tem tudo para transformá-la em algo ainda mais legal. Por fim, há Cascade Village, mais afastada, com hotéis e condomínios. A vantagem é que as diárias ali são mais acessíveis. Ônibus gratuitos interligam as três vilas e de todas elas saem lifts que levam ao alto da montanha.
Vamos dizer que nenhuma delas lhe pareceu legal o suficiente. Então seu lugar pode estar a 16 quilômetros de lá. Beaver Creek tem um terço do tamanho de Vail e é ainda mais chique que a irmã mais velha. Dos hotéis e restaurantes aos serviços. E tem uma vocação maior para famílias e casais.
O que as duas têm em comum é a carinha européia. Pois bem, explico: tudo começou quando, antes da Segunda Guerra Mundial, o governo americano criou a Tenth Mountain Division - a Décima Divisão Montanhesa -, uma tropa de elite formada por esquiadores. Os soldados de branco treinaram nas então inóspitas Back Bowls para seguir ao front: os Alpes europeus. Finda a guerra, um dos veteranos, Pete Siebert, voltou encantado com as paisagens e um sonho na cabeça: fazer daquele pedacinho do Colorado um resort de esqui. Não por acaso, Vail e Beaver Creek encantam em cheio, especialmente os europeus. Tanto pela arquitetura quanto pela gastronomia. Tanto por Vail quanto por Beaver Creek. Ou seja, se não há uma montanha de razões para ir para lá, há duas.
Por: Cindy Wilk
Matéria publicada em Viagem e Turismo
Fonte: viajeaqui.abril.com.br
http://viajeaqui.abril.com.br/indices/edicoes/conteudo_241264.shtml?page=4
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