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A Região

Croqui de Vail V

ail é, hoje, a maior estação de neve da América do Norte.

Ao contrário de muitos centros de ski da região - que eram vilas antigas, centros de mineração no passado, Vail foi erguida nos anos 70, às margens da rodovia que liga Denver, a capital do estado, com Aspen, numa área escolhida em função de suas características espetaculares para prática dos esportes de neve. O resultado foi um vilarejo simpático e charmoso, com dezenas de hotéis e resorts para todos gostos & bolsos, e todo um comércio que, rapidamente, se formou em torno: restaurantes, bares, boites, bistrôs, boutiques, galerias de arte e de artesanato local, enfim: tudo aquilo que um turista gosta de encontrar em suas férias.

Na mesma região de Vail, e também administrados por Vail Resorts, encontram-se outros famosos centros de ski: Breckenridge, Keystone, Arapahoe Basin e Beaver Creek estão, todos, a poucos quilômetros de Vail; e todos juntos fazem da vizinhança a maior área esquiável do planeta.

Vail impressiona a todos pelo que oferece aos praticantes de ski & snowboard: além de estar num estado e numa região conhecidos por sua condição climática super-favorável - o famoso "blue Sky" do Colorado, com seus muitos dias de sol, e neve powder - a área esquiável é enorme; é servida por um grande número de meios de elevação modernos; oferece diversas confeitarias de montanha, aconchegantes e bem atendidas;

Escola de ski & snowboard conhecida e respeitada no mundo da neve e uma peculiaridade famosa: na parte da frente da montanha, acima de Vail Village, estão as pistas, e na parte de trás da montanha estão os conhecidos "Back-Bowls de Vail" uma enorme área com foras-de-pista de todos os níveis de inclinação, atendidos por dezenas de skilifts modernos, o que permite que mesmo quem não seja um expert possa curtir o ski & snowboard em neve virgem.

Confira a localização de Vail no mapa:

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SKI & SNOWBOARD EM VAIL

Ski e Snowboard em Vail

Vail oferece diversas áreas para hospedagem e para a prática dos esportes de neve, todas ligadas por um sistema de shuttles - ônibus criculares grátis, que levam os turistas:

  • Vail Village, a área mais interessante e charmosa, onde se concentram os melhores resorts, comércio e restaurantes;
  • Lionshead, bem ao seu lado, também com grande número de hotéis e de serviços para os turistas, de lojas a ótimos restaurantes.
  • East Vail, West Vail, Vail Cascade: à medida que a região foi-se desenvolvendo, novas áreas entre as montanhas e a rodovia, ao lado de Vail, foram sendo criadas, e incorporadas ao resort, com opções mais econômicas de hospedagem.
  • Veja detalhes das montanhas & skilifts nos itens ESTAÇÃO DE VAIL e MAPAS DE PISTA DE VAIL.

    VAIL NA MÍDIA

    Em função de sua importância no mundo dos esportes de neve, e como centro invernal sempre colocado entre os TOP 10 das revistas especializadas em ski & snowboard (e vencedora 13 vezes em 17 anos...), Vail recebe muita atenção da mídia, com freqüentes reportagens sobre a região. Entre as muitas, selecionamos esta que, ao nosso ver, descreve bem o destino:

    Beleza Européia

    Vail

    Vail e Aspen estão separadas por apenas duas horas de viagem. E não é um caminho qualquer. Trata-se daquelas estradas que valem a viagem, que passa por entre cânions, penhascos e túneis rasgados nas rochosas. E nem por isso quem visita Aspen vai a Vail ou vice-versa. Como se os públicos também vestissem a camisa da disputa acirrada entre as duas maiores e mais conhecidas estações de esqui do Colorado. Ou porque, a rigor, não precisa.

    Quer uma cidade bonitinha? Vail tem uma que parece ter saído de livrinho de histórias infantis. Os Aspen-maníacos podem até dizer que a arquitetura de vila bávara não tem nada a ver com a história de mineração do Colorado. Pode até ser fake, mas, vem cá, nós gostamos de Campos do Jordão, não? E não tem nada mais gostoso que, depois de um dia na neve, sair andando por uma vilazinha "alpina" com lojinhas sensacionais, restaurantes deliciosos. E, nesse quesito, Vail está ali com Aspen. Basta um passeio pela ruazinha principal de Vail Village, a East Gore Creek, para sair dali convencido disso.

    Se Vail Village é quase uma miniatura, a Vail Mountain é colossal, um exagero. A maior montanha esquiável dos Estados Unidos. Pegue a área das quatro montanhas de Aspen juntas e você ainda vai precisar de alguns metrinhos quadrados e branquinhos para chegar a Vail. Quem vê não pensa, mesmo porque a maior parte dessas pistas está no lado de trás da montanha, as chamadas Back Bowls, com praticamente todas as pistas pretas, e a Blue Ski Basin, com até algumas azuis, mas cujo acesso é difícil: são 45 minutos em intrincadas conexões de lifts e umas boas pistas pretas para quem se desviar do caminho mais simples. A mensagem é clara: iniciantes, não ousem passar para o outro lado da montanha.

    E quer saber? Nem precisa mesmo. A parte da frente é tão grande e variada, a ponto de o iniciante ter com o que se divertir por um bom tempo. Aliás, nem precisa se candidatar a aprender esquiar para isso. Basta pegar a gôndola Eagle Bahn, a partir da Vila de Lionshead, e cair no Adventure Ridge, uma espécie de parque de diversões de neve. Tem ski-biking que, como diz o nome, é uma engenhoca que parece uma magrela, mas que desliza na neve; tem também o tubing, uma espécie de bóia que desliza em cavidades feitas na neve; ou o rebound trampoline, um primo do bungee jumping criado em terras mais gélidas.

    Há até coisas normais, como um rinque de patinação no gelo. Sem falar nas atividades especiais para crianças, como o kid snowmobiling, com motos de neve especialmente adaptadas para elas. E o mais legal de tudo: essa parte da montanha fica aberta também à noite - tem gente que desce pirambeira de ski-bike, com lanterna de cabeça. Ou seja, mesmo subir ali para tomar um drinque ou jantar no bar e restaurante Blue Moon já é um programão. Quem quer algo mais romântico ainda pode pegar um snow cat, aqueles carros de neve, para continuar até o Game Creek, um restaurante-chalé onde jantar é uma experiência. E, depois das 14h, quem está sem esqui nos pés não paga para subir na gôndola.

    Esse trecho da montanha, onde está Adventure Ridge, chama-se Eagle Nest e funciona como, digamos, uma "sucursal elevada" do centrinho de Vail, mas não vai muito longe. As atividades não passam das 9 da noite, hora em que também param de servir comida no restaurante. E como não há hotéis no meio da montanha, está na hora de descer. Mesmo porque há muito o que fazer lá embaixo.

    Uma montanha tão grande para uma cidade tão pequena resulta em algo curioso: o centro de Vail acabou pulverizado em três vilas principais, ao longo da imensa base congelada. A principal é Vail Village, a tal que perece de brinquedo, mas onde se gasta como gente grande. E bebe-se como na adolescência. A Bridge Street, perpendicular à East Gore Creek (aquela das lojinhas e dos restaurantes bacanas, lembra?), é a que concentra o maior número de bares legais. Ou seja, não é preciso andar muito para fazer todas as besteiras possíveis por ali. Com a vantagem de que às 2 da madruga todas as luzes se acendem e ainda dá tempo de se recuperar para o esqui do dia seguinte.

    A segunda vila é Lionshead, cheia de hotéis, um lugar fantástico para tomar café-da-manhã, o DJ McCadams Diner, alguns restaurantes bacanas e um projeto de renovação em curso que tem tudo para transformá-la em algo ainda mais legal. Por fim, há Cascade Village, mais afastada, com hotéis e condomínios. A vantagem é que as diárias ali são mais acessíveis. Ônibus gratuitos interligam as três vilas e de todas elas saem lifts que levam ao alto da montanha.

    Vamos dizer que nenhuma delas lhe pareceu legal o suficiente. Então seu lugar pode estar a 16 quilômetros de lá. Beaver Creek tem um terço do tamanho de Vail e é ainda mais chique que a irmã mais velha. Dos hotéis e restaurantes aos serviços. E tem uma vocação maior para famílias e casais.

    O que as duas têm em comum é a carinha européia. Pois bem, explico: tudo começou quando, antes da Segunda Guerra Mundial, o governo americano criou a Tenth Mountain Division - a Décima Divisão Montanhesa -, uma tropa de elite formada por esquiadores. Os soldados de branco treinaram nas então inóspitas Back Bowls para seguir ao front: os Alpes europeus. Finda a guerra, um dos veteranos, Pete Siebert, voltou encantado com as paisagens e um sonho na cabeça: fazer daquele pedacinho do Colorado um resort de esqui. Não por acaso, Vail e Beaver Creek encantam em cheio, especialmente os europeus. Tanto pela arquitetura quanto pela gastronomia. Tanto por Vail quanto por Beaver Creek. Ou seja, se não há uma montanha de razões para ir para lá, há duas.

    Por: Cindy Wilk, Matéria publicada em Viagem e Turismo

    Fonte: viajeaqui.abril.com.br

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