Chile

Pucón

Informações gerais de Pucón

Como chegarClimaHistoriaGastronomia

Quem se liga em Ecoturismo não pode deixar de conhecer Pucón!

A paisagem da região de Pucón é deslumbrante: o Vulcão Villa Rica, enorme e com uma permanente fumarola saindo de sua cratera, tem ao seu pé um lago de águas vulcânicas, completamente negro – e cristalino.

À beira do lago, está o vilarejo, que tem todo o tipo de atração ligada ao ecoturismo, à natureza, esportes de verão e esportes de inverno: é uma região de muitos bosques e cascatas, de corredeiras e paredes rochosas, atraindo praticantes de rafting e escaladas de todo o mundo, além do pessoal que curte as caminhadas no meio de árvores e os apreciadores da vida selvagem.

Localização de Pucon

A cidadezinha é pequena e simpática, com uma ótima rede hoteleira, restaurantes, lojinhas e bistrôs, muitos passeios organizados na região, e com um atendimento excelente aos turistas – nós, brasileiros, somos muito bem tratados no Chile!

Como a região é de vulcões, as águas termais são uma atração permanente, e sempre é uma diversão ficar horas relaxando naquela água fervendo, contando as aventuras do dia na montanha…

Falando em montanha, a 14 km do centro está o centro de ski , pequeno e simpático, com poucas pistas e meios de elevação antigos ; mas… cercado de bosques, um lugar lindíssimo, e o pessoal de atendimento é super-simpático e prestativo, todos se sentem em casa nos primeiros momentos. Os fora-de-pista de Pucon são famosos, com half-pipes naturais e muita descida no meio das árvores.

Veja os detalhes da montanha nos Dados Técnicos; para maiores informações da hotelaria, confira no item Hotéis.

Como chegar

Pucon está cerca de 700 km ao sul de Santiago.

O Acesso por avião é feito através do aeroporto da cidade de Temuco, a 140 km de distancia do vilarejo, numa estrada pitoresca de interessante, transfer de aproximadamente 2 horas em vans. Os vôos partem da capital com diversas saídas diárias, e levam cerca de 1 hora entre as duas cidades.

Também poderá ser usado o transporte terrestre – carro, ônibus ou trem – e em todos os casos é uma viagem tranqüila, com muito o que ver, ainda que um pouco demorada para quem está viajando para uma skiweek.

Confira a localização de Pucón no mapa:


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CERRO

Cerro em Pucon

A pouca distância do centro urbano de Pucón, na região do Parque Nacional Villarica, está a estação Ski Pucon que dispõe de 20 pistas para a prática de esqui e snowboard, com uma excelente qualidade de neve, de serviços e de infra-estrutura. Ski Pucon é um empreendimento do importante Gran Hotel Pucón Resort & Club, que desde 1990 é responsável pelas instalações escolhidas para realizar várias competições esportivas de nível internacional.

“Paraíso do snowboard” esse foi o nome escolhido pelas feras do esporte para os “cañadones naturais (cercos erosivos na montanha) e os half pipe”.

Em Ski Pucón você encontrará uma superfície apta para a prática do ski e do snowboard na parede noroeste do vulcão, que vai desde 1.200 aos 1.800 metros sobre o nível do mar, e ainda é onde você terá um incrível visual dos cinco lagos do sul chileno. Ali estão disponíveis as diferentes pistas de esqui com seus diversos níveis, além das diversas áreas fora de pista. A neve é úmida e congelada nas pendentes e úmida e compacta na base, e assim se mantêm até o início da primavera tornando possível uma temporada até outubro.

Ski Pucón tem 9 meios de elevação, uma famosa escola de esqui e uma equipe muito experiente de patrulheiros para garantir sua segurança na montanha.

Fonte: Interpatagonia

HOTELARIA E SERVIÇOS

Hotelaria e Serviços em Pucon

A região de Pucón ainda oferece boas redes de hotelaria, restaurante e pubs.

Aconchegante, o centro de Pucon tem um bom comércio, cafés e restaurantes com lareiras. Não é à toa que Leonardo DiCaprio e Gisele Bündchen já procuraram o lugar para fugir dos paparazzi.

LAZER E GASTRONOMIA

Lazer e Gastronomia em Pucon

Por causa da sua localização e vegetação a região de Pucón torna-se muito bonita e com inúmeras opções de lazer como: rafting, cavalgadas, off-road, termas…

Existem diversas opções no povoado de restaurantes e cafeterias. Não deixe de provar o crepe de salmão na Creperia Trawle. Os principais restaurantes servem saborosos mariscos e peixes da região: trutas, congrio, entre outros. Existem algumas cafeterias e lojas com acesso à internet. Em geral, o custo é baixo, mas pesquise algumas opções.

Prato Típico: pratos a base de salmão, que são pescados na região do Pacífico.

PRINCIPAIS ATRATIVOS

Lago Tinquilco em Pucon

Parque Nacional Huerquehue: existem diversas opções de trilhas no Parque Nacional Huerquehue. A principal dura aproximadamente 5 horas de caminhada, que tem um trecho de subida de 1h30. Na entrada do parque, encontra-se a lagoa Tinquilco e um dos lugares mais bonitos dessa região. O visual é imperdível, destacando-se os bosques de araucárias milenares, cascatas, riachos e uma floresta rodeada por mais 3 lagos (Verde, Toro, Chico).

Lago Tinquilco: localizado na entrada do Parque Nacional Huerquehue. O lago Tinquilco pode ser observado através dos mirantes espalhados por toda subida e caminhada até os lagos Verde e Toro. Um visual de beleza incomparável.

Museu: O Museu Mapuche de Pucón é um museu particular, de propriedade da família Ulloa Metzger, ligada desde sempre à atividade turística da região de Araucanía.

Vulcão Villlarica: localizado a 15 Km de Pucón, é o vulcão símbolo da cidade e um dos mais ativos da América do Sul. Oferece boa neve para se esquiar no inverno e uma excelente caminhada até o cume no verão. É possível visitá-lo e conhecer as cuevas formadas pela lava.

Ascensão ao vulcão Villarica: com altitude de 2.847 metros, esta ascensão é um trekking que pode ser realizado por qualquer pessoa que apresente um bom preparo físico. Para muitos, esta é a aventura máxima em Pucón: chegar ao cume, observar essa impressionante cratera com lava em ebulição, virar para o outro lado e se deparar com a visão de mais seis vulcões (Lanín, Quetrupillán, Osorno, Llaima, Choshuenco e Lonquimay) e mais 6 lagos (Villarica, Caburgua, Calafquén, Huilipilún, Neltume e Panguipulli). É necessária a utilização de roupas apropriadas, que são fornecidas pelas agências locais.

Cratera do vulcão Villarica: assim que se chega o cume do vulcão, ainda ativo, pode-se observar essa impressionante cratera com lava em ebulição.

Descida do vulcão Villarica: são duas horas escorregando pelas canaletas e caminhos formados pela neve. Existe a necessidade de utilizar roupas apropriadas que são fornecidas pela agência local.

Rapel no Salto El Claro: o Salto fica a caminho do vulcão Villarica, onde pode-se observar antigos rios de lava. O Salto El Claro é uma cascata de 84 m. Esta atividade dura aproximadamente 5 horas.

Cavalgada Circuito Las Cascatas: é uma saída que se faz de Pucón em direção ao rancho no Campo Pioneiro. Segue-se até as Termas de Palguín, cruzando o rio El León, com subida aos cerros de Palguín Alto e descida em caminhada até o Salto El Diablo, maior cascata da região, com 120 m de queda d’água.

Kayaking e Ducky no Rio Liucura: para se chegar ao rio, é feita uma saída de Pucón em direção ao Salto Carileufú, onde são vistas as águas cristalinas do Rio Liucura. Rema-se por aproximadamente 1 hora em águas tranqüilas, com a oportunidade de se aprender algumas técnicas para enfrentar os rápidos, classe II e III. Logo em seguida, no Rio Trancura, encontram-se correntes que obrigam a manobrar os caiaques entre árvores e ramos. O visual continua incrível e o lugar é excelente observatório de aves nativas, como a Bandurria. Duração aproximada de 6 horas.

Rafting no Rio Trancura: existem duas opções para a descida do rio. Descendo a parte baixa do Rio Trancura, que por seu baixo índice de dificuldade (classes II e III), oferece uma singular possibilidade para os que desejam se iniciar nesta agradável modalidade. O percurso tem duração aproximada de 1h30. O rafting na parte alta do Rio Trancura oferece um grau maior de dificuldade (classes III e IV) do que a encontrada na parte baixa do rio e tem a duração aproximada de 2h. Existe a opção de realizar os dois trechos no mesmo dia.

Montain bike: Ojos del Caburga: saída de Pucon em direção ao Rio Trancura, por um caminho que traz como cenário o próprio Rio Trancura, o Rio Liucura, os vulcões Villarica, Quetrupillán e Lanín, conhecendo os Ojos, e seguindo até o Lago Caburga. São 40 km de percurso total.

Termas: nos arredores de Pucón existem algumas opções de termas para todos os gostos. A natureza estendeu a esta área várias nascentes de águas quentes. São termas simples, rústicas e com pouca infra-estrutura, equipadas de cabanas, campings e diversos tipos de piscinas. Todos os centros termais estão entre belas paisagens, rodeadas de montanhas, a mais ou menos 30 km de Pucón. O ideal é visitar as termas em dias nublados e frios, assim é mais adequado fazer banhos de águas quentes. Também com chuva é interessante ir às termas, e algumas admitem visitas noturnas. No verão, o local fica muito cheio e às vezes é limitado o tempo de uso das piscinas.

Termas de Huife: localizado a 33 km de Pucón, na Região da Araucanía, próxima do rio Liucura. Oferece duas grandes piscinas e sxternas de águas termais a 40° C, uma piscina de água fria, banhos termais individuais, massagens terapêuticas ou de relaxamento e uma sauna. Disponibiliza restaurante de cozinha internacional e uma cafeteria. Possui 6 apartamentos com dois ambientes, de frente para o rio, com capacidade para quatro pessoas, equipadas de cama king size, varandas, frigobar, TV via satélite, calefação a lenha e a gás e banheiro privativo.

Termas de Los Pozones: localizado a 35 km de Pucon, no Valle del Rio Liucura. Famoso por seus pozones naturais e seu estilo rústico. Existem uns cinco pozones de diferentes tamanhos e temperaturas, variando entre 30 e 42ºC. O Rio Liucura corre junto das termas, o que torna possível trocar de temperatura por alguns minutos no rio. As instalações são básicas, com banheiros, mas sem outras acomodações. São muito concorridas à noite.

Termas de Menetúe: localizado somente a meia hora de Pucon, no coração da Patagônia e em plena Cordillera dos Andes. As Termas de Mentúe são um local que integra charmosos jardins, 40 hectares de bosque nativo, envolta da Lagoa Ancapulli. Disponibiliza ótimas instalações, como: amplas piscinas de águas termais para adultos e crianças, poços termais de águas em diferentes temperaturas, para uma ou duas pessoas. Possui cabanas na área da Lagoa Ancapulli, equipadas de cozinha, geladeira, calefação a lenha e Tv via satélite. Oferece um restaurante e cafeteria, em estilo rústico.

Termas de Panqui: localizado a 58 Km de Pucón, nas montanhas, próxima de Curarrehue. Centro termal e terapêutico alternativo em meio à natureza. Oferece duas piscinas grandes de 37ºC, dois poços mais quentes e outro com barro termal. Existe a possibilidade de passar a noite em um rústico hostal ou em tipis (carpas no estilo dos índios sioux), equipados com camas. Adiante há um restaurante de comida vegetariana. Periodicamente são realizados cursos de massagens e afins, e retiros espirituais.

Termas de Palguin: localizado ao lado do Río Palguín, a 31 Km de Pucón. O mais antigo centro termal da área conta com águas ricas por suas qualidades terapêuticas. Há diferentes banhos de águas que contém minerais, como potássio e lítio. Disponibiliza cabines individuais com diferentes temperaturas, mas também há uma piscina ao ar livre de temperatura moderada. Possui alguns quartos onde oferece hospedagem e alimentação.

Termas de San Luis: localizado a 27 km de Pucón. Uma extensa área de bosques e rios. Reconhecido por sua qualidade em águas termais, bom serviço e boa infra-estrutura. O Termas de San Luis é ideal para descansar e praticar atividades em contato com a natureza em família ou individualmente. O local disponibiliza sauna, bar, restaurante com cozinha tradicional chilena, jogos infantis, cavalgadas, excursões e cabanas.

DICAS ÚTEIS

Dicas Úteis de Pucon

Clima: no inverno as temperaturas oscilam entre os 7º e os 2º graus centígrados.

Atividades: esqui, snowboard, trekking , e snowmobile (moto de neve).

Serviços: alojamento, transporte, entretenimento, confeitarias, restaurante, ski boutique , bar.

Fonte: Interpatagonia

LAGO

Lago Villarica

No lago Villarica, você pode praticar esportes náuticos e vai encontrar praias limpas. A areia proveniente das pedras vulcânicas é preta e faz com que o lago pareça que foi feito de coca-cola.

HISTÓRIA

História de Pucon

Fundado em 27 de fevereiro de 1883 pelo exército chileno na chamada campanha de pacificação araucania, Pucón hoje destacada pelo desenvolvimento e operação dos diferentes e variados recursos naturais que possui.

Dicas dos Turistas Pucón da Mídia

Abaixo as dicas de quem já foi e tem muito a ensinar:

HALFPIPES NATURAIS

Montanha é um Paraíso para Snowboarders!! Devido as erupções do vulcão, formaram-se “halfpipes” naturais por toda a montanha!! A lateral direita da montanha é muito boa!!

TERMAS LOS POZONES

São termas em piscinas naturais. Programa para a noite. Agende com uma van e vá para lá após um dia de ski/snowboard. Antes passe num supermercado em compre um bom vinho “nacional”. Ao lado das piscinas naturais corre o rio Trancura. Quem é macho mesmo entra no rio por 10 segundos!!! Depois pode voltar para as piscinas.

CAVALGADA NA NEVE

Passeio muito legal para se fazer no inverno e verão. Eu fui no inverno, é bem diferente andar a cavalo na neve… Paisagem linda! Depois da cavalgada um bom chocolate quente ao redor da lareira da fazenda. Sensacional!

LAS CUEVAS

Um passeio bem legal é las cuevas del vulcón villarrica. Como o próprio nome diz, é um passeio pelas cavernas do vulcão que foram feitas após as erupções. Dentro delas fica um museu contando toda a história do vulcão e de vulcões em geral. Pucon também é cultura!

RAFTING

Estive lá no inverno, e consegui agendar o nosso rafting no dia mais frio da semana… Chuveu até granizo!! Foi muito divertido e muito frio… Acho que no verão é um passeio bem mais agradável. Mas para quem quer adrenalina, vai nessa MESMO, diversão garantida. No final fomos obrigados a beber um Pisco no refúgio, valeu a pena…

WINDSURF NA COCA-COLA

Alugue uma prancha e uma roupa pressurizada, e vai dar uma banda no lago. É negro (eu disse preto, de verdade) em função do vulcão Villarica, e a sensação é incrível, valia patrocínio da Coca-Cola.

SKIS RECOMENDADOS

As novas tecnologias fazem ser cada vez mais fácil, seguro e prazeiroso esuiar na neve. Minha recomendação: Rossignol B2, brancos, super-carving, 5 cm A MENOS que a altura do vivente. Soberbos na pista, no fora-de-pista, no extreme. Suaves o tempo todo, e duros quando preciso – um baita ski, meu!!

INFORMAÇÕES

Compre um mapa da região (Entel, nº 7) assim que chegar no vilarejo. É vendido nas lojas La Tetera e Travelsur e custa aproximadamente U$7,00. Será muito útil. O verão é ideal para aproveitar todas as atividades de aventura. Se você gosta de tomar sol e praticar windsurf (há também aulas para iniciantes), esta é a melhor época para as atividades no lago Villarrica.

LIGAÇÕES PARA O BRASIL

Ligações para o Brasil: para realizar chamadas a cobrar, utilize os códigos do Chile: 800360220 da Entel, ou 800800272 da Telefônica, depois escolha o idioma no qual deseja ser atendido e por último escolha uma das opções de ligação:

1- Ligações automáticas;

2- Ligações com cartão telefônico;

3- Ligações com auxílio de agência.

IMPORTANTE

Fuso horário: Pucon está 1 hora a menos em relação a Brasília. Mas no nosso horário de verão, o Chile está duas horas a menos que o Brasil.

DICAS DE QUEM JA FOI

Flavinha Nobre (Rio de Janeiro): Pucon é o local mais lindo que eu fui na minha vida, é uma paisagem que não se vê no Brasil. São lagos que refletem o sol, árvores e morros, muitos bichos e o vulcão que aparece onde quer que vá.

O pessoal é super gente boa, tratam os turistas muito bem! Lá, você se sente em casa, até porque o comércio local todo é assim: A Lojinha na frente e a casa do dono nos fundos.

Não é caro para comer, mas tudo lá é ‘bife com batata frita’! O melhor restaurante que eu fui chama-se Buona Testa que fica perto da pracinha do Gran Hotel.

De passeios, o que é legal de fazer é a subida no Vulcão, mas infelizmente, nem sempre dá para fazer pois depende do tempo e dos ventos ‘lá em cima’. Fui disposta a subir no vulcão, mas não deu e meu ‘prêmio de consolação’ foi esquiar. Sempre tem alguma coisa para fazer, caso não dê para subir o vulcão! Inclusive ficar na cidadezinha sem fazer nada (sugiro ir para o lago e ficar lá só apreciando a natureza)

Dizem que a pista é a melhor da América Latina para o Snow Board. Eu nunca fiz, só brinquei um pouco lá e não sei avaliar. Mas quando eu fui estavam treinando lá as equipes do Chile, da Itália e da França, logo, imagino que ruim não deve ser.

Adorei minha viagem e pretendo voltar lá, de preferência no verão, pois lá funciona também como balneário!

Vale a pena ir! Paulo Varela (Brasil): local lindo com hotel cassino muito confortável e um lugar onde antes de conhecer não esperava tão acolhedor, portanto hoje indico a todos para visitar e um, dia devo voltar……….

www.snowadventures.com.br

TRAVELBLOG – PUCÓN

Veja este depoimento do TravelBlog sobre Pucon, no Chile:

Pucon e o vulcão

South America » Chile » Pucon » Volcan Villarrica
February 6th 2008 by Mayra Rafael Rodrigo e Xuxa

Bom, sento eu na frente do computador com a difícil tarefa de escrever sobre Pucon. Tenho tempo, vamos embora da cidade hoje, nosso ônibus sai às 20:30 para Santiago. Já deixamos o camping e estamos esperando na cidade. Até configurei o teclado para português para conseguir colocar todos os acentos. Espero que a mudança gramatical recém-ocorrida (aconteceu mesmo?) não faça com que o meu português esteja errado.

O que dizer sobre Pucon? Poderia dizer que é uma espécie de Campos do Jordão na Patagônia chilena. Quais as diferenças? Neve muito perto, vulcão, raftings e outras coisas, uma paisagem infinitamente mais bonita e também mais barato que Campos. Mais quais são as semelhanças? Há muito luxo, a arquitetura e os bares espelhados pelas ruas lembra bastante a cidade brasileira, os carros chiques, a cidade pequena, o clima (embora faça bastante calor já que estamos no verão).

Ao olhar o movimento na rua imaginei que muitas pessoas que aqui estão não sobrem o vulcão, De fato, não é uma subida fácil, a cidade tem mais atrativos, muitas pessoas do Chile parecem passar férias aqui, já muitos bares, restaurantes, outras aventuras, caminhadas, e até um lago perto onde as pessoas vão se banhar, como uma espécie de praia mesmo. Ao subir o vulcão, apesar de ter bastante gente subindo, confirmamos que é pouco comparado ao número de pessoas que estão em Pucon. Melhor assim.

Sobre a subida do vulcão, resolvemos fazê-la sem guias. Buscamos autorização na sede da Conaf e conseguimos. É necessário, todavia, que se tenha capacete, crampon e piolet para subir. Além destes equipamentos que são obrigatórios, é bom ter uma boa bota impermeável e polainas.

Sendo assim, alugamos o capacete, crampon e piolet, pagamos um Transfer que nos leva até o começo da subida, pagamos a entrada do parque (e gastamos uns 60 reais nisto tudo) e fomos para lá. A subida começa com um teleférico que sobe alguns metro e economiza uns 30-45 minutos de uma subida não muito agradável por rochas, ou melhor, por rochas muito arenosas, quiçá vulcânicas. Bom, não pagamos os 20 reais do teleférico e subimos caminhando. Depois começa-se alternar um trecho de rocha e trecho de neve e gelo por cerca de meia hora. Após isto segue-se uma duas horas caminhando por somente gelo. A trilha é bem marcada, muitos grupos sobem e não é difícil a subida. Não colocamos crampon em nenhum momento para subir, sequer calça impermeável, apenas uma polaina que poderia também ser dispensada nesta subida. O último trecho, de 50 metros, é somente por rocha, até a boca do vulcão.

Chegando ao topo, não conseguimos ver lava, mas podíamos escutar seu barulho, ver sua fumaça e sentir um cheiro horrível e tóxico da fumaça. Não se deve passar mais de uma hora no cume. Chegamos lá em tres horas e meia de caminhada, ao todo, demos uma volta inteira no cume (que é bem amplo), comemos um pouco e logo descemos. A sensação de chegar em um cume de uma montanha e ver um buraco no meio, sabendo que neste buraco tem lava, ouvindo o barulho da lava, é realmente impressionate. E tudo isto com neve ao lado. Existe neve inclusive no cume do vulcão.

Olho para a cara do Rodrigo, no cume, e nos perguntamos, como descer? Muitas pessoas estavam descendo de skibunda, em tobogãs naturais pelo gelo. Estávamos sem guia, sem experiência em caminhadas no gelo e com receio de rasgar nossas calças impermeáveis (muitas das calças alugadas são rasgadas, outras companhias de turismo colocam um reforço na calça para descer). Decidimos descer caminhando. E, por falar em caminhar, devo fazer um parênteses sobre caminhar no gelo. Esta foi a segunda vez que caminhamos no gelo (a primeira foi no vale do silêncio no Torres Del Paine). Mas esta vez foi de fato considerável. Caminhamos por bastante tempo, subimos uma montanha alta (sáo 2.800 metros, pouco mais, sendo que o desnível que vencemos é 1.400 metros), e descemos a montanha. A sensação é realmente maravilhosa, como já antecipei quando escrevi sobre o Torres. O pé afundando, o cuidado que tem que se ter a cada passo, as escorregadas, a subida sempre em S para não vencer um desnível muito grande, mas ir subindo aos poucos. O ápice do montanhismo, a mistura perfeita entre aquilo que o montanhista precisa ter: cuidado, paciência e experiência. Não, não temos experiência no gelo, por isso aumentamos o cuidado e a paciência. Aprendemos com o passo dos outros. Mas ainda temos que descer, a subida foi fácil.

Decidimos colocar os crampons e descer caminhando. Há três maneiras seguras de se descer, na minha opinião. A primeira é descer de skibunda, desde que se tenha uma segurança e uma explicação prévia de como parar a descida com o piolet. Deve-se ir freiando a descida no tobogã com o piolet, nunca se deve ficar com medo da velocidade e tentar parar no meio da descida (vimos algumas pessoas capotando por causa disto, outras simplesmente perdendo o piolet no meio da descida). Também não se deve apoiar toda a perna no chão, é necessário ir freiando também com os pés. Geralmente no final da descida não é necessário fazer a manobra pra parar (que é girar o corpo e cravar o pilet com a outra parte – uma parte freia, que é a parte que se usa pra apoiar no chão durante a caminhada, e a outra parte serve para cravar o piolet no gelo em caso de quedas), o corpo para sozinho quando se esta freiando bem com o final da inclinação do tobogã. Bom, mas tudo isto coletei de algumas observações e de conversas com os guias e com o pessoal do parque, não fiz a descida de skibunda. A segunda maneira segura é colocar o crampon e descer caminhando. A terceira maneira segura é descer escorregando de pé, sem crampons, por uma neve mais fofa, fora do trajeto principal da subida (para não bagunçar a trilha) e não tão inclinada. Este jeito exige, ao meu ver, mais técnica e confiança do que os outros dois.

Bom, como já antecipei, colocamos os crampons e descemos caminhado. Caminhar de crampon é fácil, em minutos já é possível ganhar bastante segurança. Eu ganhei segurança em segundos, e em minutos já estava uns 100 metros abaixo que o Ro. Comecei a seguir o passo de uns guias que estavam sem crampons, escorregando de pé. O crampon dificultava eu escorregar, mas consegui acompanhar os guias até o momento que eles foram fazer o skibunda. Depois segui sozinho. Ganhei bastante confiança e fui cortar um trecho da trilha bem marcada, já no final da descida principal, por uma diagonal mais curta, mas muito inclinada. Mesmo com os crampons, escorreguei e comecei a cair, mas logo cravei o piolet no gelo e consegui cessar a descida. Foi legal também cair e ver que é possível ter segurança com os piolets. Mas, em geral, o que aprendo é que não se deve descer por trechos muito ingrimes, a não ser que se descida de fato pelo skibunda.

Por fim, chegando ao final da descida, que depois deste trecho principal em gelo começa a alternar entre neve e rocha, e já estávamos sem crampons, é que nos demos conta de quão louco tinha sido tudo. Finalmente podíamos liberar a adrenalina e relaxar. Comemoramos a experiência de caminhar sobre o gelo por tanto tempo, a experiência de subir um vulcão, ver coisas maravilhosas, enfim, comemoramos a oportunidade de esta vivenciando toda esta viagem maravilhosa. Espero que as fotos possam dizer um pouco melhor tudo isto que tentei colocar em palavras.

por Xuxa

TERMOS USADOS EM SKI E SNOWBOARD

Après-ski, é a expressão francesa, conhecida por esquiadores do mundo todo, que designa todas as atividades realizadas após a jornada de esqui até a hora do jantar.

Bumps, são ondulações nas pistas de esqui. Podem ser notados com freqüência nas pistas mais inclinadas, onde as marcas deixadas pelos esquiadores são mais fortes. Em alguns lugares, os bumps são deixados propositalmente nas pistas.

Lift / Ski-lift, são os teleféricos que levam os esquiadores e snowboarders até o alto da montanha.

T-bar / Poma, são os meios de elevação onde os esquiadores e snowboarders são puxados para o topo da pista, com os esquis e boards deslizando no chão.

Gondolas, são os teleféricos fechados.

Chairlift, são os teleféricos abertos, normalmente com capacidade de 2 a 6 pessoas.

Trails, são as pistas ou caminhos catalogados e especialmente cuidados para a prática de esqui/snowboard. Nos mapas são publicados seus níveis de dificuldade que são identificados pelas cores. Nos Estados Unidos e Canadá as pistas são identificadas como Pretas/Black – Avançadas e Experientes, Azuis/Blue, Intermediárias e Verdes/Green – Iniciantes.

Ski in/ski out, é o tipo de hotel ou outra acomodação em que se pode chegar e sair esquiando, e que fica mais próximo das pistas.

Ski pass, passe de acesso aos elevadores e pistas de uma estação de esqui.

Snow Update, são os boletins que informam as previsões e condições da neve e tempo na estação de esqui.

Pista Verde / Green, pista com nível de dificuldade iniciante.

Pista Azul / Blue, pista com nível de dificuldade itermediária.

Pista Preta / Black, pista com nível de dificuldade avançada ou que exija experiência.

Snowmobile, moto especial para a neve.

MANOBRAS DE SNOWBOARD

Ollie. É a manobra mais básica, fundamental para executar a maioria das outras manobras.

Air to Fakie. Consiste em dar um giro de 180 graus no ar e depois seguir de switch (base trocada).

Wheelie. Aprenda a manter o equilíbrio em apenas uma das extremidades da prancha (nose ou tail).

Butter. Giros de 360 graus na neve.

50/50. A maneira mais fácil andar em um rail ou box.

Rock-n-Roll. É quando você anda na perpendicular do rail ou box.

TERMAS DE SAN LUIS

Tranqüilidade, paisagens lindas e estimulantes água termais são só alguns dos atrativos que convidam você a conhecer as Termas de San Luis, em Pucon. Aberto durante todo o ano, o harmonioso Centro Turístico de San Luis, está localizado a 27 quilômetros de Pucon, pela estrada Internacional Curarrehue.

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