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Cruce de Lagos

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É impressionante o efeito que esta região dos Lagos Andinos causa em todos que a visitam… porque para onde se olhe, a beleza está presente.

O tempo todo o turista se depara com cenas de montanhas e seus picos nevados, lagos cristalinos, vegetação (solos vulcânicos tem muita fertilidade…) luxuriante, mistura espécies tropicais com flora típica de locais de frio e neve; a natureza oferece ali um conjunto de cascatas, bosques encantados, pássaros de todas as cores, céu muito azul de dia e coberto de estrelas à noite… enfim: a mistura de belezas naturais que dificilmente você irá encontrar em outro lugar do planeta – acho que muito parecida com aquilo que você imaginaria como um ótimo local para filmar o “Jardim do Éden”!

 

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O Lago Nahuel Huapi, que com suas águas cristalinas e suas muitas curvas e braços banha a cidade de San Carlos de Bariloche / Argentina, é algo prá lá de bonito… às suas margens, encostam montanhas com picos nevados, e bosques de lengas, pinheiros, ciprestes, plátanos, álamos – dezenas de espécies de árvores majestosas, arbustos, grama muito verde… não tenha dúvida: só o Lago Nahuel Huapi e suas muitas vizinhanças lindíssimas justifica sua viagem à Patagônia!

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Bariloche é uma cidade muito legal – e por isso é que atrai, há tantos anos, milhares de pessoas durante os 12 meses do ano: a natureza alí oferece todo o tipo de beleza, em forma de lagos e bosques, cascatas, vales encantados… e os Hermanos foram muito criteriosos na ocupação da região: você verá milhares de construções de bom gosto, com aquela “cara de montanha” que, com certeza, você espera encontrar por lá dentro desta sua viagem à Patagônia!

 

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Peulla é o pequeno vilarejo encantado que fica bem na metade da Travessia dos Lagos Andinos – e é lá que você irá dormir, em um dos dois hotéis da cidade, ambos aconchegantes e com ótimo serviço, um mais econômico, o outro mais luxuoso. O lugar é uma gracinha total, menos de 500 moradores – cercados da mais linda natureza que você possa imaginar!

 

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O Vulcão Osorno é umas vistas mais lindas que você terá durante seu passeio no Cruce de Lagos Andinos… tem aquele “formato de vulcão” que a gente imagina; sua parte superior está sempre nevada e branquinha, faiscando ao sol; enfim, numa região da Patagônia Chilena em que tudo é lindo, o Vulcão Osorno é um dos grandes destaques, por supuesto!

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Os trechos da viagem percorridos nos lagos, são feitos em catamarans bem confortáveis… e uma das atrações mais apreciadas pelos turistas são as gaivotas (e outras aves também…) desta região da Patagônia Chilena, que acompanham os barcos e vem se alimentar na mão da galera… palco perfeito para belas e divertidas fotos de lembrança da Trip Travessia dos Lagos Andinos!

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O Cerro Tronador é um dos pontos mais elevados da América do Sul, com seus 3.354 metros, e assim recebe a visita de milhares de turistas que vem admirar suas formas majestosas nos doze meses do ano.

Durante o programa de Cruce de Lagos, você o irá ver em toda sua beleza e imponência, prepare sua câmera!

 

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As Cachoeiras do Rio Petrohué são um dos pontos altos deste passeio de Travessia dos Lagos Andinos: é um conjunto de beleza realmente notável, mesmo numa região em que a formosura está presente para todo o lado que se olhe, o tempo todo… enfim: um dos recordistas de número de fotos de turistas extasiados com o lugar.

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OK, você veio fazer um passeio na Patagônia, cruzar os lagos andinos num programa muito legal…

Mas… não pode deixar de aproveitar – já que está passando obrigatoriamente por lá – para curtir as capitais dos hermanos, verdad?

Assim, não deixe de reservar alguns dias para conhecer e aproveitar as muitas coisas que há para ver e fazer em Buenos Aires e em Santiago, duas lindas capitais que oferecem todo o tipo de diversão que você possa desejar.

 

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Os Lagos Frias e Todos os Santos (este também conhecido como Laguna Esmeralda) são duas das atrações do Cruce de Lagos Andinos: suas águas são muito (muito!) cristalinas, há bosques por todos os lados, o cheiro do ar é uma mistura de ervas e cipreste, e as câmeras fotográficas não param durante a navegação dos catamarans: haja tempo para registrar as coisas que não param de aparecer a cada momento…

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Puerto Varas é uma cidade bem pequena, à beira do Lago Llanquihue, cercada de montanhas e bosques – ponto de partida e chegada dos catamarans que fazem este passeio de Travessia dos Lagos Andinos.

Oferece, além de uma arquitetura típica de um vilarejo alemão (sua colonização), muita simpatia no acolhimento dos visitantes, alguns bons restaurantes, comércio com artesanato local, e muita beleza à sua volta. Patagônia em momento de festa!

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Já que você irá, nesta Travessia dos Lagos Andinos, passar por Santiago – e já se deu conta que vale a pena aproveitar para conhecer e curtir a capital chilena:

  • Não deixe de fazer o citytour com visitação ao Cerro Sta Lucia, ponto mais alto da região: a cidade é uma gracinha, tanto vista das vans como de cima do morro.
  • Não deixe de fazer um passeio aos centros de ski que estão a 40 km do centro da capital… vá conhecer Farellones, La Parva, El Colorado e Valle Nevado,a grande atração da neve!
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Em Buenos Aires – na entrada ou saída deste programa do Cruce de Lagos Andinos em sua viagem à Patagônia – também não deixe de fazer 2 programas:

– Um citytour, para conhecer os principais pontos de atração da capital portenha;

– Um passeio de navegação no Delta do Tigre, conhecendo um outro lado (interessantíssmo!) de Buenos Aires além das calles de Puerto Madero, Palermo e Florida!

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O ponto de saída e chegada dos catamarans que fazem a Travessia dos Lagos Andinos, em Bariloche, é no Puerto Pañuelo, um lugar pitoresco, a cerca de 25 km do centro da cidade (você vai de ônibus do hotel até o porto), onde a viagem já começa a ficar legal – além da natureza lindíssima da região, você encontrará lojinhas com artesanato local, artistas locais fazendo performances e… a imagem soberba do Hotel Llao-Llao, bem ali do ladinho.

 

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Um dos hotéis mais conhecidos na região andina é o Hotel Peulla – afinal, sua história vem do final do século XIX, quando acolhia os viajantes que usavam o cruce de lagos para levar e trazer mercadoria do mundo para a Argentina via Oceano Pacífico: pela costa chilena, via estreito de Magalhães, tudo entrava e saía por ali, e Peulla era o ponto de descanso de todos.

Sempre remodelado e atualizado ao longo dos muitos anos, o Hotel Peulla ficou moderno, cômodo e gostoso de se hospedar – mas sua arquitetura mantém, sem dúvida alguma, atmosfera mágica de pertencer à natureza desta incrível região da Patagônia Chilena.

 

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Você terá muitas oportunidades para comprar lembranças desta Travessia dos Lagos Andinos: em todos os destinos – Bariloche, Peulla, Puerto Varas e Puerto Montt – há um grande número de lojas que oferecem arte e artesanato da Patagônia, com as variações de estilo conforme a região, encantando a todos os visitantes com uma enorme profusão de cores e materiais.

Em Puerto Montt: não deixe de visitar o Puerto Angelmó, onde encontrará um verdadeiro conjunto comercial sobre palafitas, incluindo ótimos lugares para comidinhas do mar.

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Em Bariloche: se tiver tempo… não deixe de fazer alguns passeios na região, alegria de turistas de todo o mundo: o famoso Circuito Chico, percorrendo os braços e curvas do Lago Nahuel Huapi, o Cerro Catedral e seu famoso e tradicional centro de esportes de inverno, e a Ilha Victoria com seu famoso bosque de arrayanes são alguns deles, e valem cada minuto de sua visita. Como a cidade estará no início ou no final de seu programa de Cruce de Lagos… reserve algum tempo para conhecer esta verdadeira pérola da Patagônia Argentina!

 

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Aproveite para examinar bem este croquis do passeio da Travessia dos Lagos Andinos – ele dá uma ótima idéia do roteiro percorrido, e das diversas atrações que você irá encontrar pelo caminho!

 

VEJA O CRUCE DE LAGOS NA WEB

 

A travessia dos lagos andinos é um programa que existe há mais de cem anos… assim, há muito é motivo de reportagens e textos que descrevem as suas muitas belezas, e selecionamos na web alguns que nos pareceram ótimas descrições desta região incrível:

 

“Cruce de Lagos”: Chile-Argentina

 

Tive a oportunidade juntamente com o meu marido Mario Henrique e as minhas filhas Maria Eduarda e Maria Victória de conhecer um dos lugares mais bonitos do planeta, quiçá o éden.

O local escolhido como partida foi Santiago, no Chile. Santiago não me encantou muito. Uma metrópole, com arquitetura francesa e espanhola, com réplicas idênticas as da França. Os fatos históricos políticos, como o golpe de Estado sofrido por Salvador Allende – precursor das teses do eurocomunismo – pelo ditador Augusto Pinochet e por conseqüência, seu assassinato, é muito presente até os dias de hoje de hoje. Um fato interessante que me chamou a atenção é o “Dia da Cultura” – todo último domingo do mês o Palácio da La Moneda fica aberto à visitação, tendo como guias nada mais, nada menos: Michelle Blachelet, primeira presidenta do Chile e seus ministros.

O sistema metroviário de Santiago é bom, rápido, limpo e barato. É compensador. Se bem que caminhar pela Avenida Libertador General Bernardo O’Higgins, conhecida como La Ameda, é pitoresco. Há artistas de rua, restaurantes, lojas, casas de câmbio, enfim agitação garantida. Não esquecendo, a Universidade do Chile e a Torre da Entel (em formato de um celular, tipo “tijolão”), que é a principal agência telefônica do país.

Um lugar interessante de se conhecer é o Mercado Municipal e suas marisqueiras. Por indicação, almoçamos num restaurante chamado “EL Gualeón”, rico em frutos do mar e pratos exóticos.

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As opções de restaurantes em Santiago são inúmeras e para quem gosta de peixe, as dicas são grandes, mas não deixe de ir “Aqui está Coco” e “Azul Profundo” (nesse você se sentirá num navio).

Para as compras vá ao “Parque Arauco” e “Altos Las Condes”, com todas as grifes famosas.

Saindo de Santiago fomos de avião a Puerto Mont, cidade industrial e comercial, de lá seguimos de carro à Puerto Varas, uma cidadezinha colonizada por alemães, aconchegante, muito gelada e ponto de partida para a travessia internacional dos Lagos Andinos até a Argentina. A cidade é cercada pelo “Lago Llanquih” e por vulcões. Optamos por conhecer o “Volcán Osorno”, um vulcão inativo, que hoje é estação uma de ski tranqüila e linda. Não podendo deixar de mencionar a estrada que é belíssima, as margens do lago e de fazendas com criação de lhamas. Como a cidade é muito pequena o consumismo perde espaço, o que não é um problema. Há restaurantes bons como “Las Buenas Brasas” e “Vaca & Toro”, com ótimas opções de salmão e deliciosos vinhos.

Iniciando propriamente o “Cruce de Lagos”, com um trajeto intercalado por ônibus e catamarãs. Chegamos ao “Salto Petrhue”, de ônibus. É um parque encantador. A força das águas verdes geladas, cortadas por rochas vulcânicas ao fundo é linda. Seguimos a travessia até Peulla de catamarã, a vista é de deixar qualquer pessoa sem palavras.

Tive uma identificação muito forte cm Peulla. É um vilarejo com 150 habitantes. Um lugar que não tem nada e ao mesmo tempo tem tudo. Tudo do que o ser humano mais precisa: paz, harmonia, sossego, paisagens lindas, ar puro, muito verde e ao redor as cordilheiras com suas geleiras magníficas. Um verdadeiro presente da mãe natureza! Não há lojas, supermercado (apenas um armazém que chega às 17h) trânsito, barulho e aglomeração de gente. A sensação que tive é de estar entrando num livro de conto de fadas. Fez-me lembrar aquela antiga canção “Era uma vez…um lugarzinho no meio do nada…com sabor de chocolate…cheiro de terra molhada…a mais pura felicidade…”. Como opções de lazer há cavalgado, safári, passeios a barco, canopy, visita as cachoeiras “Véu de Noiva” e caminhadas. Há dois hotéis, um construído no século XIX e outro há um ano, uma escola, um posto de saúde, cartório de registro, polícia federal, casinhas lindas…e acho que mais nada. Amei este lugar e gostaria de passar a minha velhice lá!

Continuando o “Cruce” passamos pela Aduana Argentina para entrarmos legalmente no país. Começamos a subir as cordilheiras de ônibus. O frio e a neve eram tão intensos que o motorista teve que parar para colocar correntes nos pneus. A paisagem cada vez mais exuberante. Passamos por Cerro Tronador e chegamos a Puerto Blest, almoçamos. Fizemos uma pequena para e partimos novamente no último catamarã até o Porto de San Carlos em Bariloche.

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Bariloche é um encanto. Opções mil; Cerro Catedral, Circuito Chico, Ilha Vitória, museus, a linda Catedral (imitação da Notre Dame, em Paris), Teleférico Cerro Otto, Centro Cívico (com os cães São Bernardo), Calle Mitre (passeio obrigatório para o turista, é point da cidade. Lojas de casacos, artigos para ski, restaurantes etc. É a rua principal, onde todos passam). Não podendo deixar de mencionar as lojas de chocolate: Mamusckka e Fenoglio, lá, um dos sete pecados capitais; a gula é cometido com o maior prazer.

Não deixe de ir ao restaurante “Família Weiss” (é lotado, com fila de espera) e experimentar o “Salmão com alcaparras”, o “Foundee de carne” e a “Parrila Argentina”…são divinos, além da belíssima carta de vinhos.

Terminando o passeio, infelizmente, passamos por Buenos Aires. Como já havíamos ido outras vezes e o tempo foi curto, apenas um dia, fomos ao Bairro Palermo – Soho/Hollywood. Um local muito agradável.

O mais importante de tudo é que a viagem foi maravilhosa e voltamos com energias renovadas para enfrentarmos muito trabalho, estudo e obrigações que também fazem parte da nossa vida que, na verdade, são atividades que contribuem para a nossa formação como cidadãos críticos.

Ana Claudia Figueiredo Rebolho, Pedagoga, Pós-Graduada em Psicopedagogia, Professora na Rede Estadual de Ensino em São Carlos – SP e Graduanda no curso de História.

Fonte: http://www.esporteja.com.br/

 

Começando pelo começo

29 de dezembro, deixamos Bariloche. Às 7 da manhã, um ônibus nos levou até o Puerto Pañuelo, onde começa a travessia dos lagos rumo ao Chile.

O trajeto é esse aí abaixo. Leva praticamente o dia todo e tem várias etapas, em barco e em ônibus.

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O nosso dia foi assim assim:

  • Bariloche/Puerto Pañuelo. O ônibus passou cedinho no hotel pegando os viajantes. Minha família já estava a bordo.
  • Puerto Pañuelo/Puerto Blest, de barco pelo lago Nahuel Huapi. Chovia. A paisagem estava cinza. Que pena!
  • Puerto Blest/Puerto Alegre, 20 minutos de ônibus. Lá fomos nós…
  • Puerto Alegre/Puerto Frías, de barco, mais 20 minutinhos. Aqui a navegação é feita pelo Lago Frias. Lindo, mesmo com chuva.
  • Puerto Frías/Peulla, de ônibus. Nesse trecho acontece o cruzamento da fronteira Argentina/Chile. Em Peulla são feitos os trâmites de entrada e saída de um país ao outro. A coisa é bem demorada e rigorosa. Todo mundo tem que abrir as malas. Em Peulla, minha família ficou para seguir viagem no dia seguinte. Fazia parte do pacote que eles estavam seguindo. Nós, depois de almoçar no Hotel Peulla, fomos para a etapa seguinte da viagem.
  • Peulla/Petrohué, de barco, navegando pelo Lago de Todos os Santos, também chamado de Lago Esmeralda. As águas do lago são lindas, verdinhas. E pelo caminho, se as nuvens deixarem, dá pra ir vendo e fotografando o vulcão Osorno, que seria nosso companheiro pelos próximos dias.
  • Uma hora e vinte minutos depois, estávamos prontas para a última etapa do dia: Petrohué/Puerto Varas, de ônibus, passando pelas cachoeiras do rio Petrouhé. Quando paramos na entrada do parque das cachoeiras nos demos conta de um detalhe: não tínhamos pesos chilenos para comprar o ticket! Mas nosso super-guia Eduardo deu um jeitinho e entramos na faixa… E ainda na frente dos outros que estavam na fila da bilheteria. Viva o Eduardo, que nos mostrou o “jeitinho chileno”!

Valeu! As cachoeiras são um show! Até a chuva deu uma trégua nessa hora…

A empresa que faz toda a travessia é a Cruce Andino. Os barcos são razoáveis e o ônibus também. Eles cuidam de tudo, inclusive do transporte da bagagem nesse sobe-e-desce de barco e ônibus. E tem sempre um guia orientando o pessoal.

Foi assim que, ao cair da tarde, o último ônibus nos deixou no Hotel Bellavista, em Puerto Varas, de cara pro lago Llanquihue.

As fotos dessa etapa da viagem estão numa telinha logo no início do texto, mas pra ver com calma, em tamanho grande e com legendas, clique AQUI.

Fonte: Carmem Silvia

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