Ruy Maciel Ribas - Neve - Esportes de neve - Turismo de neve

Chapelco

Ruy Maciel Ribas
Chapelco

Qual o motivo desta preferencia?

Desculpe; não estou fugindo da pergunta; mas é sobre os skis que me sinto melhor e com melhor comandamento; diria ainda que “no meu tempo” não havia o snowboard, e talvez eu tenha sido influenciado pelas imagens os esquiadores da época

Na tua opinião, qual o melhor centro de ski da América do Sul? Por que?

Conheço apenas Las Lenas e Chapelco. Penso que é questão de momento. As pistas de Las Lenas são mais longas e largas; permitem ao esquiador a correção mais tranquila de seus movimentos, nos momentos em que o corpo sente o erro; além disso há um certo mistério naquele lugar isolado, aonde se pula da cama praticamente nos meios de elevação. Contudo, Chapelco tem o apelo de pistas “família” – além dos maravilhosos “caminitos” que parecem um sonho,e da cidade que se torna mais uma atração.

Alguma dica especial deste lugar para passar adiante?

Em relação a Chapelco: explore os caminitos, pois trazem a sensação de aventura; sobre Las Lenas lembraria que com apoio de outro esquiador experiente você pode descer em pistas “rojas”, e até mesmo subir a um cume descendo por uma “negra” (não confundir com inexploradas)

Na tua opinião, qual o centro de ski ideal para ir com a família?

Nem dúvida CHAPELCO.

Tens alguma(s) dica(s) que gostarias de passar para turistas, esquiadores e snowbordistas, sejam iniciantes ou experts?

Para os que vão pela primeira vez recomendaria que leiam com atenção o manual do Point da Neve, desde os cuidados com aquecimento do corpo antes da atividade e uso de roupas adequadas. Lembraria também que não vale a pena na hora do almoço atacar um pratão de fritas com bife a milanesa e depois ficar “jiboiando”, sentindo-se pesado para continuar nos skis. Beba um copo de chocolate, uma “tostada”, e suba para a pista; há que aproveitar o tempo; Lembraria também a importância de fazer aula – mesmo que já possua alguma experiência;

Alguma história para contar?

A velha história de que existem reflexos no ski que parecem contradições. Em Las Lenas durante as aulas havia um declive muito acentuado (aparece até nas propagandas com os hoteis abaixo) e minha paciente instrutora, Pellusa, me recomendava pela 20a vez:” Ruy enfrente la pendiente”… não tinha jeito quando chegava na borda do declive instintivamente eu me agachava e pronto..voava bastão, ski para tudo que é lado… Lá pelo trigésimo tombo, achei que valia a pena seguir o conselho da preciosa instrutora… afinal mais um ou menos um tombo não ia fazer diferença, já que rolara metade da encosta, constatando que a neve é macia sim! Enfrentei “la pendiente” e desci fazendo “cunhaaaa” – e não é que deu certo… Sentí-me a revelação da cordilheira – até que passou por mim um grupo de crianças de uns 10 ou 12 anos, sendo que um deles fez parte do trajeto de costas, e outro dava giros na descida… Caí na real, e idolatrei a santa preciosa instrutora…

 

PROFISSÃO: Coronel da reserva da FAB

CIDADE: Brasília – DF

IDADE: 66 anos

DATA: 17/03/2009

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