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Os bindings de acesso rápido ou “Step on/in” estão cada vez mais comuns entre brasileiros e já são encontrados em praticamente todos os resorts de inverno pelo mundo.
Divulgação Boadsport Source
Quais são as marcas e modelos mais populares e as principais diferenças entre esses sistemas? Convidamos o instrutor de snowboard, certificado pelo CASI, Reymi Savaris Júnior, para nos contar sua avaliação pessoal sobre essas novidades.
Burton Step On
Não há como começar de outra forma sem ser falando do modelo que deu início à verdadeira febre dos “bindings”. Apesar de não ser o primeiro, sem dúvida alguma foi ele quem popularizou o conceito e deu abertura para outras marcas se juntarem ao mercado no mesmo segmento.
Divulgação Burton | Bota + Binding
Vantagens: Leve, simples, eficiente, fácil conexão e poucas partes móveis, o que reduz a chance de quebra.
Pontos de atenção: Necessidade de comprar e usar botas dedicadas ao próprio sistema, limitação de ajustes, dificuldade de prender em condições de neve powder.
Nidecker Supermatic
Se por alguma razão não houvesse mais bindings tradicionais à venda, essa seria a minha escolha. Apesar de não ser exatamente um binding “step-in”, e sim um binding com acesso traseiro (como o sistema Flow), o mecanismo de entrada e travamento do Supermatic, combinado com o restante da tecnologia desse sistema, é o que melhor equilibra praticidade e funcionalidade.
Binding
O Supermatic possui o sistema de entrada e saída rápidos, mas ainda assim manteve as fivelas tradicionais (tornozelo e ponta dos pés), como se vê em qualquer binding comum.
Vantagens: Acesso rápido de entrada e saída, possibilidade de ajuste das fivelas do peito e ponta do pé como nos bindings tradicionais.
Pontos de atenção: Peso de 1.2 kg (o Step On Burton pesa 0.8 kg), sistema complexo com várias partes móveis que podem falhar com o tempo.
Clew Bindings Freedom 1.0
Entre os três mais populares sistemas disponíveis atualmente, o binding da Clew é o que traz a engenharia mais “diferente”. Parte do binding fica presa à bota enquanto você caminha carregando a prancha, para que o sistema de “Step In” funcione de forma rápida. É esquisito, mas funciona.
Binding
Apesar de ser fabricado na Alemanha, o material utilizado nos bindings é menos premium em comparação aos seus concorrentes e todos os ajustes de tamanho requerem ferramentas (chave Philips).
Vantagens: Sistema fácil de entrada e saída de Step In híbrido com ajuste de pressão das fivelas do tornozelo e ponta dos pés.
Pontos de atenção: Peso (1.1 kg), sistema com grande limitação de ajustes de tamanho, “hi back” preso na bota criando uma espécie de salto, preço alto (o mais caro dentre os 3).
Por Reymi Savaris — Junior World Snowboard Camp (WSC)